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‘O que acontece se ficar enforcando muito uma criança’, perguntou padrasto suspeito de matar menino em SC
Estado

‘O que acontece se ficar enforcando muito uma criança’, perguntou padrasto suspeito de matar menino em SC

Ele fez a pesquisa na Inteligência Artificial, mostra investigação.

Luan

Luan

‘O que acontece se ficar enforcando muito uma criança’, perguntou padrasto suspeito de matar menino em SC

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A mãe e o padrasto do menino de 4 anos, morto em 17 de agosto em Florianópolis com ferimentos pelo corpo, foram indiciados por homicídio qualificado na quinta-feira (28). Segundo o relatório da Polícia Civil obtido pela NSC TV com exclusividade, no dia do crime o homem chegou a perguntar a um aplicativo de inteligência artificial “O que acontece se ficar enforcando muito uma criança?”.

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O crime foi descoberto após a vítima ser levada ao Multihospital da capital desacordada e em parada cardiorrespiratória. O casal foi detido após a morte, mas a mulher foi solta e vai cumprir medidas cautelares. O homem teve a prisão em flagrante convertida em preventiva.

A investigação da polícia já foi finalizada e encaminhada ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC). A apuração concluiu que “a criança sofria maus-tratos, sendo agredida pelo padrasto com pleno conhecimento da mãe”, e qualificou o homicídio por emprego de meio cruel e contra pessoa menor de 14 anos.

Mensagens

Entre as provas reunidas para o indiciamento, está o laudo de necropsia da criança, depoimentos de testemunhas e a análise dos aparelhos celulares da mãe e do padrasto. No exame cadavérico, a Polícia Científica concluiu que o menino morreu por choque hemorrágico decorrente de traumatismo abdominal, causado por instrumento contundente.

Em relação aos dados do celular do padrasto, a polícia encontrou mensagens que comprovam os maus-tratos sofridos pelo menino.

Em 5 de agosto deste ano, 12 dias antes da morte da criança, a mulher perguntou ao companheiro se havia alguma “picadinha” no rosto do filho. O padrasto, então, admitiu que mordeu o rosto da criança, embora tenha dito que teria sido uma brincadeira.

Para a Polícia Civil, a conversa, além de confirmar que as marcas no corpo da criança eram causadas por ações diretas do padrasto, “demonstra também que a mãe tinha ciência do medo que o filho nutria pelo investigado e da ocorrência reiterada de condutas violentas, ainda que disfarçadas de ‘brincadeiras’.

Crime

Segundo o relato da equipe médica do Multihospital à PM, a criança chegou sem sinais vitais, sendo submetida a procedimentos de reanimação por cerca de uma hora, mas não resistiu. O menino tinha lesões roxas na bochecha, abdômen e costas, levantando a suspeita de agressões anteriores.

Conforme a investigação, a criança já havia sido internada em maio deste ano. Na época, ele ficou 12 dias hospitalizado com machucados pelo corpo.

Um médico chegou a informar que os machucados da criança eram compatíveis com sinais de defesa e classificados “como ‘fortemente sugestivo de maus-tratos”.

Na época, o padrasto alegou que a criança “havia caído da cama”. Em depoimento, a mãe disse que registrou um boletim de ocorrência e que nunca havia desconfiado do padrasto, mas sim de uma babá.

Fonte: G1 SC


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