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Foto: Divulgação / Polícia Civil
Chapecó

Operação cumpre 39 ordens judiciais contra organização criminosa no Oeste

Ação conjunta mobilizou cerca de 122 agentes e ocorreu nesta terça-feira (18) em Chapecó, Xanxerê e Caxambu do Sul.

Luan

Luan

Foto: Divulgação / Polícia Civil

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Uma operação conjunta entre a Polícia Civil de Santa Catarina e o Ministério Público de Santa Catarina foi deflagrada na manhã desta terça-feira (18) para combater uma organização criminosa com atuação dentro e fora do sistema prisional catarinense.

Batizada de Operação Istós, a ação resultou no cumprimento de 19 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão, totalizando 39 ordens judiciais. As medidas foram autorizadas pela Vara Estadual de Organizações Criminosas e executadas simultaneamente em Chapecó, Xanxerê e Caxambu do Sul.

Durante o cumprimento das ordens, também foram realizadas duas prisões em flagrante. Segundo as forças de segurança, foram encontradas cocaína e uma arma de fogo.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Combate às Drogas de Chapecó (DECOD), com participação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO). A operação é um desdobramento das apurações da quarta fase da Operação Sodalitas Finis, realizada anteriormente e que contou com 423 agentes de segurança pública, resultando no cumprimento de 70 mandados de busca e apreensão e 49 de prisão.

Investigação aponta envolvimento em crimes graves

Conforme as investigações, os alvos são suspeitos de integrar uma estrutura criminosa envolvida em diferentes atividades ilícitas. Entre os crimes investigados estão homicídios, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas de fogo.

As autoridades também apuram a participação dos investigados na coordenação e manutenção das atividades da organização tanto nas ruas quanto dentro do sistema prisional.

Cerca de 122 agentes de segurança pública e integrantes do Ministério Público participaram da operação. Além do GAECO e da Polícia Civil, a ação contou com equipes da Polícia Militar, Polícia Penal e do Serviço Aeropolicial de Fronteira (SAER/Fron).

Os materiais recolhidos durante o cumprimento das ordens judiciais serão encaminhados à Polícia Científica para perícia. Posteriormente, os resultados serão analisados pelos investigadores e poderão contribuir para o avanço das apurações.

O processo permanece sob sigilo judicial e novas informações devem ser divulgadas à medida que os autos forem tornados públicos.

Nome da operação

O termo Istós vem do grego antigo e pode ser traduzido como “teia”, “trama” ou “estrutura entrelaçada”. A escolha faz referência à rede de relações identificada pelos investigadores entre os integrantes da organização criminosa e à estrutura coordenada atribuída ao grupo.

A operação também reforça o trabalho conjunto entre o GAECO e a Polícia Civil, com compartilhamento de informações e cruzamento de dados obtidos em diferentes investigações. Segundo as instituições, essa integração permite ampliar a identificação de lideranças, integrantes e conexões da organização, além de fortalecer as ações de combate ao crime organizado.


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