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‘Penso na família da Flávia’, diz acusada de matar grávida em Canelinha

Rozalba Maria Grime escreveu nova carta à advogada e diz estar arrependida, precisando do perdão da família da vítima.

Alessandra

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Rozalba Maria Grime, acusada de matar uma jovem grávida Flávia Godinho Mafra para poder ficar com o bebê dela, no município de Canelinha, escreveu uma nova carta endereçada a advogada Bruna dos Anjos, que atua na defesa da ré

 No documento, Rozalba diz estar arrependida e que precisa do perdão da família da vítima.

“Penso muito na família da Flávia, se algum dia eles vão me perdoar, sei que nada que eu falar vai tirar a dor e a falta que ela faz, mas eu preciso muito do perdão deles porque isso é algo que me atormenta”, escreveu Rozalba.

A acusada segue a carta falando que não sabe como foi capaz de cometer um crime tão bárbaro. “Hoje eu paro e penso como fiz aquilo e choro muito. Me arrependo e não me perdoo todos os dias. Não sei como fiz pois eu sempre fui uma boa pessoa, agradava todo mundo”, escreveu.

Rozalba completa o documento falando que esta atormentada. “Parece que ouço vozes me condenando e me lembrando de cada segundo, minha cabeça chega a tontear, em colocar um ponto final nisso tudo. Será melhor para todos, para a família da Flávia e para a minha”, diz.

 A acusada de matar a jovem e tentar roubar o bebê, reconhece o sofrimento que tem causado à própria família. “Por minha culpa estão sofrendo preconceitos e humilhação, por algo que eu cometi sozinha, por isso me culpo e quero acabar para esquecer tudo isso”, escreveu.

 Rozalba conclui falando que esta recebendo acompanhamento psiquiátrico na prisão e que esta medicada para conseguir dormir.

Relembre o caso

Segundo as provas produzidas em inquérito policial, no dia 27 de agosto Rozalba teria levado Flávia para um local afastado. Supostamente, seria para participar de um chá de bebê surpresa.

Lá, ela a golpeou com um tijolo e provocou seu desmaio. Na ocasião, a vítima estava grávida, e a investigada teria usado um estilete para realizar, de forma precária, o parto. A hemorragia do ferimento causou a morte da vítima.

Em seguida, Rozalba teria se encontrado com o companheiro e ido até o Hospital de Canelinha. Lá informou que o filho da vítima era seu e que fizera o parto em via pública. Ela solicitou ajuda no pós-parto.

A equipe do hospital percebeu que as informações eram controversas e acionou a Polícia Militar, que constatou o crime.


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