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Eleições 2026

Pesquisa eleitoral em SC vai parar na Justiça; entenda

Decisão liminar busca garantir integridade de dados do levantamento enquanto suspeitas são apuradas pela Justiça Eleitoral.

Luan

Luan

Foto: Agência Brasil

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O Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC) concedeu uma liminar determinando a preservação de todos os documentos, registros técnicos e arquivos relacionados a uma pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Verita no Estado. A medida foi adotada após uma ação apresentada pelo PSD catarinense, que apontou possíveis inconsistências no material registrado junto à Justiça Eleitoral.

De acordo com o portal ND+, o questionamento envolve a pesquisa identificada pelo número SC-02747/2026, realizada entre os dias 27 e 31 de maio e divulgada em 1º de junho. O levantamento avaliou intenções de voto para os cargos de governador e senador em Santa Catarina.

Segundo o PSD, o arquivo inicialmente cadastrado no sistema da Justiça Eleitoral continha referências a cidades do Maranhão, como São Luís, Imperatriz e Barreirinhas, apesar de a pesquisa ter sido destinada exclusivamente ao eleitorado catarinense. O partido também sustenta que os metadados do documento disponível atualmente indicam data de criação e modificação em 7 de junho, vários dias após o encerramento da coleta de informações e a divulgação dos resultados.

Diante das alegações, o desembargador eleitoral José Sérgio da Silva Cristóvam determinou que a Secretaria do TRE-SC realize uma verificação técnica para identificar se houve alteração, substituição ou novo envio do arquivo no sistema eletrônico. A análise deverá apontar datas, horários e eventuais responsáveis por qualquer movimentação registrada.

Além disso, a decisão obriga tanto o Instituto Verita quanto a própria Justiça Eleitoral a manterem preservados todos os arquivos relacionados ao levantamento, incluindo planilhas, registros de entrevistas de campo, documentos técnicos e metadados, até a conclusão da análise judicial.

Na decisão, o magistrado ressaltou que a medida tem caráter preventivo e não representa qualquer conclusão sobre a existência de irregularidades. O objetivo, segundo ele, é assegurar a conservação das evidências necessárias para o esclarecimento dos fatos.

O Instituto Verita recebeu prazo de dois dias para apresentar manifestação sobre o caso. A Procuradoria Regional Eleitoral também foi comunicada e acompanhará o processo.

A investigação segue em andamento e deverá esclarecer se houve alguma inconsistência documental ou alteração nos arquivos vinculados à pesquisa eleitoral.


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