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Economia

Polêmica do feriado: Bares e restaurantes de SC se manifestam contra criação de nova folga em novembro

Projeto enviado pelo Governo do Estado quer instituir o dia 25 de novembro como feriado estadual; setor alega prejuízos e excesso de datas paradas

Éder Luiz

Éder Luiz

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A proposta de criação de mais um feriado estadual em Santa Catarina ganhou um novo capítulo de repercussão negativa no setor produtivo. Desta vez, foi a Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em SC) que se posicionou oficialmente contra a medida, engrossando o coro de entidades empresariais preocupadas com o impacto econômico.

Entenda o Projeto

A proposta, enviada pelo governador Jorginho Mello (PL) à Assembleia Legislativa (Alesc) no início de fevereiro, pretende transformar o dia 25 de novembro em feriado estadual.

  • O motivo: A data homenageia Santa Catarina de Alexandria, padroeira do estado e inspiração para o nome de Santa Catarina.
  • O argumento do Governo: A justificativa oficial é de que a data não teria apenas viés religioso, mas seria um marco histórico e cultural, valorizando a identidade catarinense.

Novembro “Improdutivo”?

O ponto central da crítica da Abrasel e de outras entidades (como a Facisc) é a concentração de folgas em um único mês. Caso o projeto seja aprovado pelos deputados, novembro passaria a ter quatro feriados:

  1. 02/11: Finados (Nacional)
  2. 15/11: Proclamação da República (Nacional)
  3. 20/11: Dia da Consciência Negra (Nacional/Estadual recente)
  4. 25/11: Dia de Santa Catarina (Novo feriado proposto)

Impacto nos Bares e Restaurantes

Em nota enviada à imprensa, a Abrasel destacou que o setor de alimentação fora do lar é formado majoritariamente por micro e pequenas empresas, “altamente sensíveis a oscilações de movimento”.

“Para a maior parte dos restaurantes significaria um dia a menos de funcionamento e faturamento, somado ao fato de que feriados locais não geram expectativa de fluxo turístico adicional”, diz o comunicado.

A entidade alerta ainda que as empresas ainda enfrentam desafios para recompor receitas e manter equipes, e que uma nova paralisação dificultaria a manutenção de postos de trabalho.

Tramitação

O projeto segue em análise nas comissões da Assembleia Legislativa (como a de Constituição e Justiça) e ainda não tem data para ir a plenário. A pressão do setor produtivo sobre os deputados deve aumentar nas próximas semanas para tentar barrar ou modificar a proposta.


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