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Brasil

Polícia apura causas de tombamento de ônibus com trabalhadores rurais que deixou 8 mortos e 45 feridos na BR-153

As vítimas eram trabalhadoras rurais que saíram do estado do Maranhão para trabalhar na colheita de maçãs em Santa Catarina

Éder Luiz

Éder Luiz

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A Polícia Civil irá apurar as causas do acidente de ônibus com trabalhadores rurais que deixou oito mortos e 45 feridos na Rodovia Transbrasiliana (BR-153), entre Ocauçu (SP) e Marília (SP), na madrugada desta segunda-feira (16).

Em nota enviada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil informou que a empresa responsável pelo coletivo será investigada e que atua na identificação das vítimas e dos demais envolvidos no acidente. A nota destaca ainda que a dificuldade está na ausência da lista de passageiros do veículo.

Ainda de acordo com a nota, a perícia técnica foi acionada, e o caso foi registrado na Delegacia Seccional de Marília para apuração das causas do acidente.

O acidente

Pelo menos oito pessoas morreram e outras 45 ficaram feridas após o tombamento do ônibus na Rodovia Transbrasiliana. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, o veículo tombou depois que um dos pneus estourou. Antes de tombar, o motorista perdeu o controle do ônibus e o veículo saiu da pista.

Vítimas identificadas

A Polícia Civil confirmou a identidade de seis vítimas: Edilson Da Silva Lima, 42 anos; Robson Rodrigues Alexandrino, 25 anos; Gonçalo Lisboa Dos Santos, 33 anos; Antônio Da Silva Nascimento, 47 anos; José Milton Ribeiro Reis, 49 anos; Raimundo Nonato Sousa Da Silva, 41 anos.

Os feridos foram encaminhados para Santa Casa, Hospital das Clínicas, Unimar, Hospital Materno-Infantil e Unidades de Pronto-atendimento (UPA) de Marília, sendo: 11 pessoas para o HC; 8 pessoas para a Santa Casa; 11 pessoas para a UPA Norte; 10 para a UPA Sul; 3 para o Hospital da Unimar; 2 para o Hospital Materno-Infantil; Total: 45 feridos.

Informações atualizadas do estado de saúde das vítimas não foram divulgadas, mas o Hemocentro de Marília emitiu um comunicado solicitando doações de sangue para o atendimento dos feridos no acidente. A Prefeitura de Marília também disponibilizou os serviços da Casa de Passagem Cidadã para os sobreviventes.

Ainda de acordo com a PRF, as vítimas eram trabalhadoras rurais que saíram do estado do Maranhão para trabalhar na colheita de maçãs em Santa Catarina. Familiares de alguns também estavam no veículo.

De acordo com o inspetor da PRF Bruno Bernardo, o ônibus não tinha autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para fretamento fora do estado do Maranhão. Portanto, estava em viagem irregular.

‘Quando eu abracei meu pai, ele já estava morto’ – José da Silva Reis, trabalhador que perdeu o pai, detalhou o momento de susto. ‘[Estava] eu e outro rapaz, meu pai estava bem atrás de mim. Eu só lembro do tempo que capotou e eu já estava do lado de fora. Quando eu abracei meu pai, ele já estava morto’, contou à TV TEM.

Depois de checar o pai, José viu que outras vítimas ainda estavam vivas e tentou ajudá-las. Ele apresentou apenas ferimentos leves em uma das mãos.

Além dele, Wagner da Silva Carvalho também falou sobre o acidente. ‘Estava dormindo. Aí, na hora, eu escutei um barulhão no pneu. Aí, aquela zoada mesmo, aí [a gente] se espantou’, recordou.

‘Aí o carro virou. Aí, nessa hora, depois que virou, eu não me lembro mais nada. Quando eu me lembrei, já estava no chão. Me lembro só na hora que estava dentro, que fez aquela zoadona. Aí, depois, eu não me lembro mais, não’, complementou o trabalhador rural.


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