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Fotos: redes sociais
Estado

Polícia vai ouvir adolescentes suspeitos de matar cachorro em SC

Caso que resultou na morte do animal mobiliza moradores e segue em investigação. Crime gerou comoção e protestos em todo o Estado.

Luan

Luan

Fotos: redes sociais

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A Polícia Civil deve ouvir, na próxima semana, dois adolescentes suspeitos de participação nas agressões que levaram à morte do cachorro comunitário conhecido como Orelha, na Praia Brava, região Norte de Florianópolis. Conforme informações divulgadas pelo NSC Total, os jovens estavam em viagem aos Estados Unidos, programada antes do episódio, e só prestarão depoimento após retornarem ao Brasil.

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Ao todo, quatro adolescentes são investigados pelo envolvimento no ataque ao animal, que vivia há mais de uma década na comunidade e era alimentado por pescadores e moradores da região. Além deles, três adultos, todos parentes dos menores, também entraram no radar da polícia por suposta tentativa de interferência nas apurações, por meio de intimidação de testemunhas.

Durante diligências, agentes realizaram buscas na casa de um dos adultos investigados por coagir uma pessoa que teria registrado o caso em vídeo. A arma que, segundo a denúncia, teria sido usada para ameaçar o vigilante não foi localizada, mas os policiais encontraram drogas para consumo pessoal no imóvel.

O episódio ocorreu no dia 15 de janeiro, quando Orelha foi atacado com golpes e deixado ferido em uma área de mata da Praia Brava. O cachorro chegou a ser socorrido por moradores e levado a uma clínica veterinária, mas não resistiu à gravidade das lesões e acabou submetido à eutanásia. Uma moradora relatou nas redes sociais que a agressão teria sido filmada por um vigia, que depois teria sofrido ameaças por parte de familiares dos suspeitos.

A repercussão do caso gerou indignação na comunidade. No sábado (17), moradores organizaram uma mobilização pública para pedir justiça e cobrar punições aos responsáveis.

Segundo a 10ª Promotoria de Justiça, a investigação segue na fase de coleta de depoimentos e outras diligências, com várias pessoas já ouvidas e novas oitivas previstas para os próximos dias. A Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (Dpcami) deve finalizar essa etapa em breve e encaminhar o procedimento ao Ministério Público, que posteriormente ouvirá os adolescentes citados e adotará as providências cabíveis.


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