Policial Civil é atacada por detenta durante transporte na região; incidente expõe riscos da nova logística prisional
Tentativa de homicídio contra a policial terminou com o óbito da detenta; disparos foram efetuados para cessar estrangulamento da agente
Na noite desta quarta-feira (21), uma equipe da Polícia Civil de Curitibanos viveu momentos de tensão durante o transporte de presos para o Presídio de Lages. O caso, ocorrido na BR-116, terminou com a morte de uma detenta que tentou estrangular a policial que conduzia a viatura e reacendeu o alerta sobre a segurança e a logística do sistema prisional na região.
Dinâmica da Ocorrência
A equipe de plantão da Central de Plantão Policial (CPP) de Curitibanos havia sido acionada inicialmente para atender uma tentativa de homicídio em São Cristóvão do Sul. Durante os procedimentos, identificou-se que uma mulher, apresentada como testemunha do caso, possuía um mandado de prisão ativo por roubo.
Após a lavratura do flagrante do autor da tentativa de homicídio, os policiais iniciaram o translado de ambos os presos para as unidades prisionais de Lages — procedimento padrão adotado desde o final de 2024.
O ataque ocorreu quando a viatura transitava pelo município de Correia Pinto. Mesmo algemada, a detenta investiu contra a agente que dirigia o veículo, passando a corrente das algemas ao redor do pescoço da policial.
Diante da iminente ameaça à vida da condutora e ao risco de um grave acidente rodoviário, o policial que estava no banco do carona ordenou que a mulher soltasse a colega. Como a ordem não foi acatada, o agente efetuou disparos de arma de fogo para cessar a agressão.
A equipe deslocou-se imediatamente ao hospital de Correia Pinto, onde o óbito da detenta foi confirmado. Graças à rápida reação do parceiro, a policial atacada não sofreu ferimentos graves e passa bem. Equipes da Polícia Civil de Lages, Curitibanos e a Polícia Científica foram acionadas para a perícia e trâmites legais.
Rotina Exaustiva e Cidades Desprotegidas
O incidente traz à tona um problema logístico que tem gerado críticas severas por parte das forças de segurança. Anteriormente, os detidos eram entregues no presídio de São Cristóvão do Sul. Com a determinação para que as entregas sejam feitas em Lages, o transporte de presos tornou-se uma rotina extenuante e perigosa.
A mudança impacta diretamente a segurança pública da região:
• Desgaste Policial: Equipes chegam a realizar até três viagens por dia, muitas ultrapassando quatro horas de duração total.
• Cidades Desguarnecidas: Para cumprir o transporte até Lages, viaturas da Polícia Civil e Militar precisam deixar seus postos de origem.
• Municípios Afetados: Cidades com efetivo reduzido, como Timbó Grande, Santa Cecília, Ponte Alta do Norte e São Cristóvão do Sul, ficam desprotegidas por longos períodos enquanto as guarnições realizam o deslocamento.
O caso reforça a necessidade urgente de revisão dessa logística pelas autoridades competentes, visando garantir tanto a integridade dos agentes de segurança quanto a proteção da sociedade nas cidades do interior.
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