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Brasil

Política brasileira envelheceu e afasta o eleitor

Figuras públicas que hoje ocupam os principais espaços de poder esgotaram sua capacidade de despertar o entusiasmo popular.

Éder Luiz

Éder Luiz

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O desinteresse crescente da população pelas eleições é reflexo de uma política que envelheceu e já não apresenta novidades. A avaliação é do diretor da consultoria Bites, Manoel Fernandes, apresentada na noite deste domingo (22) durante entrevista na CNN Brasil. Segundo o analista, a falta de renovação no discurso afastou o eleitorado brasileiro, que vê o cenário dominado por lideranças antigas e fórmulas repetitivas.

Para o especialista, as figuras públicas que hoje ocupam os principais espaços de poder ainda representam a “Nova República” e esgotaram sua capacidade de despertar o entusiasmo popular. Ele pontua que a percepção de que a política oferece “mais do mesmo” gera um distanciamento direto da sociedade.

Como prova da urgência por mudanças de abordagem em todo o país, Fernandes destacou campanhas que adotaram estratégias fora do padrão tradicional. Ele citou a recente candidatura de Pablo Marçal em São Paulo como exemplo prático de como a personalização do discurso pode reconectar eleitores frustrados. A tática de trocar a promessa coletiva do “nós vamos fazer” por um chamamento direto do “eu vou fazer junto com você” mostrou a força de uma comunicação menos engessada.

Diante deste cenário de esgotamento do atual modelo, o Brasil vive um momento de transição. A projeção do analista é que a próxima disputa presidencial envolvendo Luiz Inácio Lula da Silva marcará o encerramento definitivo deste ciclo político histórico, independentemente de quem saia vencedor nas urnas.


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