Preço de ovos de Páscoa varia até 43% em SC, aponta pesquisa
Pesquisa analisou mais de 200 preços e identificou uma inflação média de 9,4% nos itens tradicionais em comparação ao ano passado.
Os consumidores de Santa Catarina precisarão redobrar a pesquisa na hora de comprar os chocolates para a Páscoa de 2026. Um levantamento de mercado divulgado nesta semana revelou que a diferença de preço de um mesmo ovo de chocolate pode chegar a 43% entre os supermercados, motivada pela crise global na produção de cacau que encareceu o produto.
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A pesquisa analisou mais de 200 preços e identificou uma inflação média de 9,4% nos itens tradicionais em comparação ao ano passado. Em valores reais, a diferença para um mesmo ovo, como o Ferrero Rocher de 365 gramas, atingiu até R$ 40 de um estabelecimento para outro, provando que o primeiro preço encontrado raramente é o melhor.
Outros produtos muito procurados também apresentaram oscilações drásticas nas prateleiras. A caixa Collection da Ferrero Rocher e a Tortuguita da Arcor registraram variações de 43% e 33%, respectivamente. Os dados confirmam um comportamento clássico do varejo sazonal: a dependência da comparação de preços para proteger o bolso.
Crise global afeta o bolso
O encarecimento contínuo do chocolate não é uma exclusividade regional, mas um reflexo direto e severo do mercado internacional. Segundo dados do IBGE, o chocolate acumula uma alta de quase 25% nos últimos doze meses. O motivo principal está concentrado nas lavouras da Costa do Marfim e de Gana, os maiores produtores mundiais da matéria-prima.
Fatores climáticos extremos, impulsionados pelo fenômeno El Niño, somados ao ataque de pragas e doenças, devastaram as plantações africanas. Como a indústria do chocolate trabalha com compras antecipadas de seis a doze meses, os lotes que chegam às prateleiras catarinenses agora foram produzidos com o cacau em seu pico histórico de valorização.
Para tentar conter o impacto no preço final, as fabricantes adotaram a tática de reduzir o tamanho das embalagens. O estudo aponta que diversos modelos diminuíram de peso, mas, ao calcular o valor cobrado por grama, o consumidor continua pagando mais caro pelo chocolate do que na Páscoa anterior.
Estratégias para economizar
Especialistas em economia reforçam que não há atalhos para driblar a inflação deste feriado. A principal recomendação é dedicar tempo para comparar os valores nos diferentes supermercados de sua cidade, já que a variação de preço no mesmo produto é o fator que mais corrói o orçamento familiar.
Além da pesquisa rigorosa, os catarinenses podem adotar a substituição inteligente. Trocar os tradicionais e custosos ovos de Páscoa por barras de chocolate ou caixas de bombons entrega ao consumidor a mesma qualidade de produto por um volume muito maior e um custo significativamente menor.
Embora o preço da tonelada de cacau já tenha começado a cair no mercado internacional nas últimas semanas, recuando de até US$ 10 mil para cerca de US$ 3 mil, esse alívio não chegará a tempo. A indústria ainda busca recuperar suas margens de lucro, deixando a responsabilidade da economia nas mãos de quem souber comprar.
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