Preço dos medicamentos pode subir até 5% a partir desta segunda; veja como será na prática
Reajuste pode demorar para chegar ao consumidor final

O preço máximo dos medicamentos pode ter reajuste a partir desta segunda-feira (31), com alta de até 5,06%, segundo o índice não oficial divulgado pelo Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos (Sindusfarma). O aumento, no entanto, não deve ser automático e pode demorar para chegar ao consumidor final.
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A afirmação é do presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, que explica que a “reposição de estoques e das estratégias comerciais dos estabelecimentos” pode levar os aumentos a demorarem meses ou nem acontecerem de fato.
— É importante o consumidor pesquisar nas farmácias e drogarias as melhores ofertas dos medicamentos prescritos pelos profissionais de saúde — destaca.
Além disso, o aumento máximo é de 5,06% e funciona como um teto, ainda a ser oficializado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), mas Mussolini diz que o reajuste médio nas farmácias pode ser abaixo dessa projeção pela “competição entre farmácias e os estoques dos produtos”.
Dessa forma, o valor reajustado pelas farmacêuticas poderá ser até o teto, e nunca acima. Na prática, o reajuste médio deve ser de 3,48%, de acordo com a Sindusfarma, o que pode ser o menos reajuste médios dos últimos sete anos. De acordo com Mussolini, isso pode “impactar negativamente os contínuos e fundamentais investimentos da indústria farmacêutica instalada no país em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de novos produtos e na modernização e construção de novas fábricas”.
A Anvisa justifica o aumento, que acontece todos os anos, como um forma de proteger os consumidores de aumentos abusivos para “compensar eventuais perdas do setor farmacêutico devido à inflação e aos impactos nos custos de produção, possibilitando a continuidade no fornecimento de medicamentos”.
Fonte: NSC
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