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Fotos: Divulgação
Joaçaba

Primeiros depoimentos são colhidos na CPI da Prefeitura de Joaçaba

Ex-servidor investigado não compareceu à sessão realizada na Câmara de Vereadores, na tarde desta segunda-feira, dia 30.

Luan

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Fotos: Divulgação

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para apurar suspeitas de desvio de recursos na Prefeitura de Joaçaba realizou, na tarde desta segunda-feira (30), a primeira rodada de depoimentos no plenário da Câmara de Vereadores.

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O ex-servidor Bruno Rogério da Espada, apontado como principal investigado no caso, não compareceu à sessão. Em ofício encaminhado à comissão, ele alegou o direito constitucional de não participar do depoimento neste momento.

Por outro lado, as servidoras Eliane Ceron Vier e Fernanda Braga, ambas ligadas ao setor contábil da prefeitura, estiveram presentes e foram as primeiras testemunhas ouvidas pelos parlamentares.

Durante a sessão, os vereadores fizeram perguntas relacionadas ao funcionamento da Secretaria de Administração e Finanças, incluindo a estrutura hierárquica, os tributos arrecadados pelo município, o acesso às contas bancárias, os mecanismos de controle interno e os responsáveis por autorizar pagamentos na tesouraria.

Os parlamentares também buscaram informações sobre uma empresa terceirizada contratada para prestar assessoria contábil à administração municipal. A CPI é formada pelos vereadores Diego Bairros, que preside a comissão, Jean Calza, relator dos trabalhos, e Ricardo Menezes, integrante da investigação.

Segundo os depoimentos prestados e as investigações em andamento pelo Tribunal de Contas de Santa Catarina, pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, os desvios teriam ocorrido principalmente em contas que recebiam repasses de tributos municipais.

Ainda conforme os relatos, o então tesoureiro teria alterado os valores registrados nos relatórios financeiros, reduzindo os montantes oficialmente apresentados e transferindo parte dos recursos para contas pessoais, sem gerar diferenças evidentes entre receitas e despesas.

A CPI foi instaurada em fevereiro pela Câmara de Joaçaba, após o TCE identificar possíveis irregularidades nas contas do município no fim de 2025.


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