Chapecoense perde para o Mirassol e está rebaixada para a Série B de 2027
Estado
Quase 100 cães ficam em situação de vulnerabilidade após morte de mulher e doença de idoso em SC
Animais viviam em condições precárias; Justiça autorizou a entrada de equipes para garantir os cuidados necessários
A morte de uma mulher e o agravamento do estado de saúde de um idoso deixaram quase 100 cães em situação de vulnerabilidade em uma propriedade de Ibirama, no Alto Vale do Itajaí. Os animais viviam em condições inadequadas de higiene e precisavam de alimentação, água e atendimento veterinário.
Diante da situação, a Justiça autorizou a entrada de equipes de proteção animal e voluntários no imóvel, localizado na comunidade de Ribeirão Areado. A decisão também permite a retirada dos cães para realização de exames, tratamentos e outros cuidados necessários.
Situação era acompanhada desde agosto
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o caso vinha sendo acompanhado por órgãos da rede pública desde agosto. Durante fiscalizações, foram identificados um grande número de animais na propriedade, acúmulo de resíduos e dejetos e falta de condições adequadas de higiene.
A mulher e o idoso eram responsáveis pelos cuidados dos cães. Com a morte dela e a impossibilidade de o homem continuar realizando as tarefas, devido à idade avançada e a um grave problema de saúde, a situação dos animais se agravou.
O idoso também passou a receber acompanhamento da rede de proteção e está em segurança.

Protetoras conseguiram melhorias no imóvel
Integrantes de um grupo de proteção animal de Ibirama relataram que, quando o caso veio à tona, os cães realmente estavam em condições precárias. No entanto, após contato com o morador, as voluntárias conseguiram promover melhorias na propriedade, onde atualmente vivem apenas os animais.
Entre as ações realizadas estão a construção de canis, roçada, limpeza da residência e separação dos cães. Alguns já foram castrados, enquanto outros estão internados para tratamento veterinário. Também houve mortes de animais.
Segundo as protetoras, o casal agia de boa-fé ao acolher os cães para evitar que ficassem nas ruas. Entretanto, o número de animais aumentou e a propriedade não contava com assistência ou orientação adequada do poder público.
Animais precisam de novos lares
A próxima etapa é buscar famílias interessadas em adotar os cães. Entre eles, há pelo menos 28 filhotes, além de animais de pequeno porte, considerados pelas protetoras como mais fáceis de encaminhar para adoção.
A mobilização busca garantir que os cães recebam os cuidados necessários e tenham a oportunidade de encontrar novos lares.

Acompanhe o Éder Luiz Notícias
Nos siga no
Google News











