Santa Catarina ultrapassa Minas Gerais e se torna o segundo maior polo de empregos em tecnologia do Brasil
Santa Catarina ultrapassou Minas Gerais e alcançou 102,2 mil empregos formais no setor de tecnologia, que já representa 8% do PIB do estado.
Santa Catarina alcançou um feito histórico no setor tecnológico nacional ao consolidar-se como o segundo maior polo gerador de empregos de tecnologia do Brasil, ultrapassando o estado de Minas Gerais no ranking nacional. Com um crescimento de 1,8% no ano, o estado atingiu a marca de 102,2 mil vagas formais na área, representando 8,53% do total de trabalhadores do setor em todo o país.
Os dados fazem parte do levantamento Observatório ACATE 2026, divulgado pela Associação Catarinense de Tecnologia durante o evento Startup Summit, realizado em Florianópolis. O estudo revela ainda que o ecossistema catarinense alcançou um faturamento expressivo de R$ 47,9 bilhões, acompanhado da maior taxa de expansão em número de empresas de tecnologia entre os 15 principais polos brasileiros.
Expansão de empresas e impacto no PIB estadual
O ecossistema catarinense encerrou o período com 34,2 mil empresas de tecnologia ativas — uma expansão de 16,4% no volume de negócios, índice bem superior à média de crescimento nacional, que foi de 12,4%. A densidade empresarial chama atenção no cenário nacional: o estado registra 4,18 empresas de tecnologia para cada mil habitantes, superando com folga a média do país (3,1).
O faturamento de R$ 47,9 bilhões representou 8% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) de Santa Catarina, registrando um crescimento de 12,7% na receita do setor em relação ao ano anterior — quase o dobro da média nacional de 7,1%. O faturamento per capita atingiu R$ 5,2 mil, posicionando o estado na quarta colocação nacional nesse indicador.
A cidade de Florianópolis destaca-se no ecossistema nacional como a capital com a maior participação da tecnologia no PIB municipal em todo o Brasil, onde o setor é responsável por 21% da riqueza gerada localmente.
Valorização salarial e forte interiorização
O setor de tecnologia catarinense é reconhecido não apenas pela quantidade, mas também pela qualidade dos postos de trabalho gerados. A remuneração média mensal dos trabalhadores da área alcançou R$ 6.195, valor duas vezes superior à média salarial do setor de comércio no estado. Em 18 anos, a base de profissionais do ecossistema expandiu-se em 380%, saltando de 21 mil colaboradores para os atuais 102 mil.
Embora a Grande Florianópolis concentre a maior fatia do faturamento estadual (39,6%, totalizando R$ 18,98 bilhões), os dados apontam para uma consistente interiorização do setor. O Vale do Itajaí responde por 28% do faturamento (R$ 13,4 bilhões) e o Norte Catarinense representa 17,6% (R$ 8,41 bilhões), com todas as mesorregiões registrando expansão econômica continuada.
Além do destaque no setor de tecnologia, o estado consolida-se em posições de liderança nacional em avaliações de desenvolvimento. Santa Catarina ocupa a vice-liderança no Índice de Inovação e Desenvolvimento e garante a segunda colocação geral no Ranking de Competitividade dos Estados elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), liderando os pilares nacionais de Segurança Pública e Capital Humano.
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