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Foto: Ricardo Wollfenbüttel/SECOM
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SC chega a 31 feminicídios em 2026; caso mais recente é no Oeste

Mulher de 25 anos teria sido morta por adolescente. Alto número de mortes liga o alerta no Estado.

Luan

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Foto: Ricardo Wollfenbüttel/SECOM

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A morte de uma jovem de 25 anos em Palmitos, no Oeste catarinense, elevou para 31 o número de feminicídios em Santa Catarina neste ano, em pouco mais de sete meses. O caso mais recente ocorreu na manhã desta segunda-feira (17), no bairro Bortolanza, e envolve o companheiro da vítima, um adolescente de 16 anos.

A Polícia Militar foi acionada para prestar apoio ao Corpo de Bombeiros. Ao chegar à residência, a equipe encontrou a mulher caída dentro do imóvel, com um ferimento na região do rosto, aparentemente provocado por disparo de arma de fogo. O óbito foi confirmado ainda no local.

Conforme as informações iniciais repassadas aos policiais, o adolescente teria procurado anteriormente o quartel do Corpo de Bombeiros e informado que a companheira havia sido baleada. Depois disso, deixou o local.

A PM isolou a residência e iniciou buscas pelo adolescente, que acabou localizado na casa de um familiar. Segundo o registro policial, ele estava bastante alterado e, em um primeiro momento, admitiu ter efetuado o disparo. A versão apresentada foi de que o tiro teria ocorrido de forma acidental.

Durante as diligências, os policiais encontraram um revólver calibre .38 escondido em uma área de vegetação nos fundos da propriedade. A arma estava com a numeração raspada e continha cinco munições, sendo quatro intactas e uma com sinais de uso.

No mesmo ponto foram localizados cerca de 40 gramas de maconha e oito porções de cocaína. O material foi apreendido e encaminhado junto com a arma e as munições para a Delegacia de Polícia Civil.

Uma vizinha do casal, de 57 anos, também foi ouvida. Ela relatou aos policiais que o adolescente havia procurado ajuda após o ocorrido.

O jovem foi apreendido e levado à Delegacia de Polícia Civil de Palmitos. O Conselho Tutelar acompanhou a ocorrência.

Cenário preocupa em Santa Catarina

O caso chama atenção para o número de mortes de mulheres registrado em Santa Catarina ao longo de 2026. Dos casos contabilizados até agora, aproximadamente 69,3% ocorreram dentro da residência da vítima.

O percentual reforça a preocupação de autoridades e entidades que atuam no enfrentamento à violência contra a mulher, já que parte dessas mortes ocorre em contextos de violência doméstica e familiar.

Situações de agressão podem se prolongar por períodos extensos e, em alguns casos, evoluir para episódios de maior gravidade. O feminicídio é caracterizado pela morte de uma mulher em razão de sua condição de mulher, especialmente em situações relacionadas à violência doméstica e familiar, ao menosprezo ou à discriminação.

O caso de Palmitos ainda será investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias do disparo e esclarecer a dinâmica da morte.


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