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Reunião em Campos Novos teve a presença dos interessados em participar do programa.
Agro em Foco

Sebrae/SC prepara produtores e empreendimentos agroindustriais para venderem melhor e legalmente em cidades vizinhas

Rodada de encontros focou na criação de consórcios que vão permitir que produtos sejam comercializados em toda a região.

Éder Luiz

Éder Luiz

Reunião em Campos Novos teve a presença dos interessados em participar do programa.

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Micro e pequenos empreendimentos produzirem um queijo, mel, ovos, ou salame de qualidade e poder vendê-lo legalmente não apenas no mercadinho da sua cidade, mas nas prateleiras dos municípios vizinhos. É exatamente essa virada de chave comercial que o Sebrae/SC está estruturando no Meio-Oeste através do projeto de fortalecimento da agroindustrialização da produção regional.

Para acelerar esse processo, entre os dias 23 e 25 de março, a entidade promoveu uma maratona de encontros estratégicos reunindo produtores rurais, empreendimentos, prefeituras e equipes técnicas dos SIM – Serviços de Inspeção Municipal, em três cidades polo: Peritiba (região da AMAUC), Luzerna (AMMOC) e Campos Novos (AMPLASC).

Na prática: o fim das fronteiras para vender

O grande gargalo histórico do micro e pequeno empreendimento, do pequeno produtor rural e urbano também, sempre foi a limitação territorial. Hoje, mesmo com a inspeção municipal, ele fica proibido de cruzar a divisa do município para vender sua mercadoria nos vizinhos, região e mesmo o Brasil.

A solução prática – e o grande foco das reuniões – é a qualificação dos micro e pequenos empreendimentos para atendimento aos SIM e posterior formação de consórcios intermunicipais, que farão a coordenação dos municípios com SIM, e assim a comercialização ser permitida em toda a região dos municípios associados. O encontro de Luzerna trouxe um marco importante nesse sentido.

“Tivemos o anúncio de que será constituído o consórcio multifinalitário da AMMOC, e o projeto de Fortalecimento da agroindustrialização regional com os municípios associados estará inserido nele. Isso gera um benefício imediato e gigantesco para a ampliação de mercado”, comemora Gelsi.

Da resistência familiar à formalização

A teoria ganha vida quando chega na propriedade. Em Peritiba, a família de Marizete Petter Maltauro é um reflexo exato do impacto do projeto. Aposentada como professora, ela encontrou na produção de queijos uma vocação na propriedade de 19 hectares da família, na Linha Maria Goretti.

Durante quatro anos, Marizete vendeu sob encomenda, mas enfrentava o desafio de convencer a família a oficializar a agroindústria. A mudança de mentalidade veio com a consultoria do Sebrae.

“Só consegui a aprovação da família após a visita do consultor da Erpo Plan/Sebrae , que com argumentações e exemplos nos convenceu de que deveríamos empreender para agregar valor ao leite, visto que enfrentamos uma grave crise no setor”, relata a produtora, que trabalha de forma autossustentável ao lado do esposo, do filho, da filha e do genro.

Participando do encontro regional do Sebrae, Marizete saiu decidida. “Tive certeza de que o investimento na agroindústria vai dar certo pelos ensinamentos dessa equipe. Nos fizeram refletir sobre legislação, qualidade sanitária, gestão e imagem, e como ainda a oportunidade do Selo Arte nos produtos artesanais, locais, para a comercialização. Gostaríamos de contar com esse apoio até consolidarmos nosso projeto”, projeta a produtora, destacando também o suporte contínuo da prefeitura de Peritiba e da Epagri.

Resultados que inspiram

O encorajamento de produtoras como a dona Marizete veio também da troca de experiências promovida nos encontros. O Sebrae conectou os participantes com os micro e pequenos empreendedores e produtores locais, que já romperam as barreiras legais, como um fabricante de mel que conquistou o Selo Arte e uma produtora de doces de Major Vieira.

“O evento gerou tanto interesse e engajamento prático que já estamos organizando uma nova rodada de visitas aos produtores e empreendimentos, com consultorias na região para atender a toda a demanda gerada”, finaliza a gerente Gelsi Daros.


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