SUS avalia teste gratuito para câncer de intestino
Um estudo recente do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que as mortes pela doença podem triplicar até 2030.
Nos próximos dias, o Sistema Único de Saúde (SUS) deve abrir consulta pública para criar um novo programa de rastreamento do câncer de intestino. A medida, que beneficiará pacientes catarinenses de 50 a 75 anos nos postos de saúde do estado, busca diagnosticar a doença precocemente para evitar mortes e reduzir o aumento expressivo de casos previsto para os próximos anos.
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A proposta prevê que pessoas dessa faixa etária, mesmo sem sintomas, façam um teste de fezes a cada dois anos para identificar vestígios de sangue oculto. Caso o resultado seja positivo, o paciente será encaminhado para uma colonoscopia. O objetivo é localizar e retirar lesões antes que se transformem em tumores, ou iniciar o tratamento do câncer em estágio inicial, o que eleva consideravelmente as chances de cura.
A recomendação já foi validada por comissões técnicas e aguarda apenas as contribuições da sociedade e a aprovação final do Ministério da Saúde. Para não sobrecarregar a rede pública de Santa Catarina e do restante do país, atrasando o atendimento de quem já está doente, a implantação das testagens ocorrerá de forma gradual.
A urgência do programa se deve a um cenário alarmante: um estudo recente do Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que as mortes pela doença podem triplicar até 2030. O grande vilão dessa estatística é o diagnóstico tardio, já que na fase inicial a doença é silenciosa.
Médicos especialistas reforçam que o rastreamento preventivo é a melhor defesa. No entanto, é preciso buscar uma unidade de saúde com urgência caso surjam sinais de alerta, como anemia, cansaço excessivo, dor abdominal crônica, emagrecimento sem motivo aparente e alterações prolongadas no funcionamento do intestino.
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