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SUS vai ofertar três novos medicamentos de alto custo para câncer de pulmão
Fernando Frazão/Agência Brasil
Saúde

SUS vai ofertar três novos medicamentos de alto custo para câncer de pulmão

A partir de outubro, o SUS passará a ofertar os medicamentos brigatinibe, gefitinibe e durvalumabe para tratar o câncer de pulmão.

Pedro Silva

Pedro Silva

SUS vai ofertar três novos medicamentos de alto custo para câncer de pulmão
Fernando Frazão/Agência Brasil

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O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a disponibilizar, a partir do mês de outubro, três novos medicamentos para o tratamento do câncer de pulmão: o brigatinibe, o gefitinibe e o durvalumabe. A medida do Ministério da Saúde deve beneficiar cerca de 1,9 mil pacientes na rede pública.

Consideradas tecnologias avançadas, as terapias têm custo elevado no mercado privado, podendo chegar a até R$ 643 mil por ano por paciente.

Como funcionam as novas terapias

A incorporação traz avanços para diferentes perfis e estágios da doença:

  • Brigatinibe e Gefitinibe: São terapias-alvo de uso oral que atuam diretamente em mutações e alterações das células tumorais. A grande vantagem é que podem ser administrados na própria residência do paciente, além de apresentarem menor incidência de efeitos colaterais em relação à quimioterapia tradicional.
  • Durvalumabe: Trata-se de uma imunoterapia que estimula o próprio sistema de defesa do organismo a combater o tumor. É voltado para pacientes com câncer de pulmão em estágio 3 inoperável, demonstrando ganhos significativos na sobrevida dos pacientes.

Financiamento e a nova política AF-Onco

Os tratamentos serão integralmente custeados pelo Governo Federal por meio da recém-criada Assistência Farmacêutica Oncológica (AF-Onco), programa que visa padronizar e ampliar o acesso a terapias contra o câncer.

A política da AF-Onco prevê a inclusão de 23 medicamentos de alto custo na rede pública, expandindo em 35% a oferta de tratamentos oncológicos no Brasil. A estimativa é alcançar mais de 100 mil pessoas, com um investimento anual na ordem de R$ 2,1 bilhões.

Fonte: Agência Brasil


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