Suspeito de matar tamanduá a pauladas é preso em SC
Além do crime ambiental, a prisão foi motivada por denúncias de violência doméstica, já que ele teria agredido a companheira.
A Polícia Civil de Santa Catarina prendeu, na última quarta-feira (1º), um homem de 36 anos suspeito de matar um tamanduá-mirim a pauladas no município de Turvo, no Sul do estado. O crime, ocorrido em fevereiro, foi registrado por câmeras de monitoramento e ganhou repercussão nas redes sociais após as imagens mostrarem o agressor desferindo diversos golpes contra o animal silvestre durante a madrugada. Além do crime ambiental, a prisão preventiva foi motivada por denúncias de violência doméstica, já que o homem teria agredido a própria companheira no mesmo dia do ataque ao animal.
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As investigações conduzidas pelo delegado Adriel Alves revelaram que as agressões contra a mulher só foram descobertas durante as diligências realizadas para identificar o autor do crime contra a fauna. Nas imagens do flagrante, gravadas por volta das 3h da manhã, o agressor aparece desferindo ao menos cinco pauladas no tamanduá em plena via pública e, em seguida, arrasta o animal que parece estar inconsciente. Em depoimento, o suspeito confessou as agressões, alegando que estava andando de bicicleta quando encontrou o bicho e agiu para se defender, por acreditar que se tratava de uma espécie perigosa.
Apesar de o homem afirmar que abandonou o tamanduá com vida em uma área de mata próxima, o animal nunca foi localizado pelas autoridades. O delegado ressaltou que a Polícia Civil trabalha com a hipótese de morte, devido à gravidade das imagens que mostram o mamífero sendo arremessado repetidas vezes contra o solo. O tamanduá-mirim é uma espécie de médio porte, inofensiva e sem dentes, que utiliza sua língua comprida para se alimentar de formigas e cupins, não representando riscos aos seres humanos.
O caso se enquadra na Lei 9.605/1998, que descreve como crime de maus-tratos qualquer ato que cause dor ou sofrimento a animais silvestres, domésticos ou domesticados. A legislação prevê punições para condutas como ferir, mutilar, abandonar ou negar assistência veterinária. Com a prisão do investigado, o inquérito deverá ser concluído e encaminhado ao Poder Judiciário para as devidas providências legais tanto pelo crime ambiental quanto pela violência doméstica.
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