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Tabagismo volta a crescer em Santa Catarina e avanço do cigarro eletrônico preocupa especialistas
Saúde

Tabagismo volta a crescer em Santa Catarina e avanço do cigarro eletrônico preocupa especialistas

SC registra 13% de adultos fumantes, índice acima da média nacional. Especialistas alertam para o avanço dos cigarros eletrônicos.

Pedro Silva

Pedro Silva

Tabagismo volta a crescer em Santa Catarina e avanço do cigarro eletrônico preocupa especialistas

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Após décadas de queda contínua, a taxa de tabagismo voltou a subir em Santa Catarina, acendendo um sinal de alerta vermelho na saúde pública do estado. Atualmente, cerca de 13% da população adulta catarinense declara-se fumante, taxa significativamente superior à média nacional, que oscila entre 9% e 10%.

O cenário ganha contornos ainda mais graves com a popularização acelerada dos dispositivos eletrônicos para fumar (vapes e e-cigarettes), especialmente entre adolescentes e jovens. O alerta foi reforçado nesta semana após os desdobramentos do Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Vape como porta de entrada para o cigarro tradicional

De acordo com a pneumologista Leila John Marques Steidle, coordenadora do Núcleo de Estudos e Tratamento do Tabagismo, o Brasil foi referência global ao reduzir expressivamente o número de fumantes por meio de políticas públicas e conscientização. No entanto, o surgimento e a disseminação dos cigarros eletrônicos estão revertendo esses ganhos.

“Acreditamos que esse aumento da prevalência do cigarro convencional tenha como uma das portas de entrada o dispositivo eletrônico, principalmente nos últimos três ou quatro anos”, avalia a médica.

A especialista explica que os cigarros eletrônicos utilizam formulações sintéticas de nicotina que suavizam a irritação da garganta. Isso faz com que os usuários — predominantemente jovens — consumam quantidades altíssimas de nicotina sem perceber a gravidade da exposição, acelerando o processo de dependência química.

Riscos graves para a saúde e busca por tratamento

A dependência da nicotina é uma doença crônica. A substância interfere diretamente no sistema cardiovascular, elevando a pressão arterial e aumentando os riscos de infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Além disso, o hábito é o principal fator de risco para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e para o câncer de pulmão, cujo diagnóstico tardio compromete as chances de cura.

Apesar da alta complexidade para interromper o vício, a procura por programas de apoio e tratamento médico tem crescido. Especialistas reforçam que a melhor prevenção para quem nunca fumou é recusar o primeiro experimento, enquanto os dependentes devem buscar acompanhamento multidisciplinar, combinando suporte comportamental e medicação adequada nas unidades de saúde.


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