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Joaçaba

Voa+SC: Joaçaba terá voos diretos para Florianópolis por R$ 450 a partir de novembro

O programa Voa+SC vai conectar o Meio-Oeste à capital com voos operados pela Azul Conecta. Voo saindo de Joaçaba custara cerca de R$ 450.

Pedro Silva

Pedro Silva

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Santa Catarina terá um programa inédito de aviação regional interligando o interior à capital, e o Meio-Oeste será um dos grandes beneficiados. O governo do Estado divulgou o resultado da licitação do programa Voa+SC, que terá a Azul Conecta (subsidiária da Azul Linhas Aéreas) como operadora oficial das rotas.

A ordem de serviço deve ser assinada ainda na primeira quinzena deste mês. A partir dessa etapa, a companhia aérea terá 90 dias para iniciar as operações, com a expectativa de que os primeiros voos decolem em novembro.

Meio-Oeste e Oeste em destaque

O Oeste e Meio-Oeste catarinense concentram o maior número de rotas previstas nesta primeira fase. Para os moradores de Joaçaba e região, a novidade encurta drasticamente a distância e o tempo de deslocamento até o litoral. O trecho entre Joaçaba e Florianópolis terá duração estimada de apenas 1 hora, com o valor da passagem fixado inicialmente em R$ 450.

A malha aeroviária da nossa macrorregião também contemplará os municípios de Caçador e São Miguel do Oeste. Confira os detalhes previstos:

Origem/DestinoDuração EstimadaValor Estimado
Joaçaba ↔ Florianópolis1 horaR$ 450,00
Caçador ↔ Florianópolis1h 27 minR$ 652,50
São Miguel do Oeste ↔ Florianópolis1h 50 minR$ 824,85

Como vai funcionar o subsídio e a operação

A Azul Conecta utilizará aeronaves modelo Cessna Grand Caravan EX, que possuem capacidade para nove passageiros. O modelo é focado na agilidade e na viabilidade de rotas regionais, permitindo que a capital funcione como um hub (ponto de conexão) para voos com destino a outros estados e até rotas internacionais.

Cessna Grand Caravan EX da Azul Conecta. Fonte: Tarcisio Schnaider / Getty Images

Para que o preço da passagem seja acessível ao público, o Estado de Santa Catarina vai subsidiar a operação, pagando até R$ 11,7 mil por hora de voo à companhia aérea (com teto de R$ 22,5 milhões ao ano). O valor das passagens vendidas será descontado desse repasse governamental.

Sem esse modelo de subsídio para garantir que as aeronaves decolem sem prejuízos, as passagens custariam quase três vezes mais, o que inviabilizaria os voos comerciais pelo interior catarinense. Na prática, a previsão é de dois a três horários de voo semanais para cada cidade na fase inicial.


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