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Santa Catarina registra dois feminicídios neste fim de semana
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Santa Catarina registra dois feminicídios neste fim de semana

Santa Catarina registra novos feminicídios neste fim de semana. Dados do MPSC revelam que 71% das vítimas são mortas por companheiros.

Éder Luiz

Éder Luiz

Santa Catarina registra dois feminicídios neste fim de semana

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O fim de semana de Páscoa em Santa Catarina foi marcado pela violência de gênero com o registro de pelo menos dois feminicídios no estado. As ocorrências, registradas na Capital e no Oeste, reforçam os dados alarmantes do Mapa do Feminicídio, divulgado recentemente pelo Ministério Público (MPSC), que aponta que a maioria das mulheres assassinadas em SC são vítimas de seus próprios companheiros ou ex-parceiros.

Em Florianópolis, uma mulher de 36 anos foi morta a facadas na manhã de sábado (04), na comunidade do Papaquara. O suspeito, um homem de 32 anos e companheiro da vítima, foi detido pela Polícia Militar após ser agredido por moradores da região. Ele confessou o crime no momento da abordagem. Já no interior de São Domingos, a vítima foi identificada como Ana Leda Santoro, de 67 anos. Ela foi encontrada morta com sinais de estrangulamento. O marido, de 71 anos, confessou o crime à filha por telefone e fugiu para uma área de mata em Irati, onde foi capturado e preso em flagrante.

Estatísticas Preocupantes

Estes novos casos somam-se a uma estatística devastadora: entre 2020 e 2024, 335 mulheres foram vítimas de feminicídio em solo catarinense. O levantamento do MPSC evidencia que 71% dos agressores mantinham ou mantiveram um relacionamento afetivo com as vítimas. O estudo também acende um alerta para as pequenas cidades do interior, onde o risco proporcional de morte por questão de gênero chega a dobrar em relação aos grandes centros urbanos.

Um dos maiores desafios apontados pelas autoridades é a barreira no acesso à proteção. O Mapa revela que mais de 73% das vítimas nunca haviam solicitado medidas protetivas contra seus agressores. Além disso, o perfil socioeconômico das mulheres assassinadas mostra que a maioria possuía baixa escolaridade e não tinha emprego formal, fatores que geram uma dependência econômica crítica e dificultam o rompimento do ciclo de violência doméstica antes que ele se torne fatal.


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