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© Joédson Alves/Agência Brasil
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Como fazer para baixar o alto custo do álbum da Copa do Mundo

Com 48 seleções, coleção da Panini passa de 980 figurinhas e inclui 68 especiais

Éder Luiz

Éder Luiz

© Joédson Alves/Agência Brasil

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O torcedor que quiser fechar o álbum da Copa do Mundo de 2026 vai precisar abrir a carteira: a coleção lançada pela Panini tem mais de 980 figurinhas, foi ampliada para as 48 seleções do torneio e pode custar mais de R$ 7,3 mil no Brasil para quem decide comprar pacotes sem recorrer às trocas.

O preço sobe porque a edição cresceu em relação às anteriores. Antes, a Copa reunia 32 seleções. Agora são 48. O álbum também é o maior já lançado pela Panini, com mais páginas e mais figurinhas.

Troca derruba a conta

Há um caminho mais barato: se juntar a colecionadores e amigos ou ir a lugares específicos para trocar as repetidas no esquema de um por um. Nesses casos, o gasto pode cair até 80%. Mesmo assim, a conta costuma ficar entre R$ 1.200 e R$ 1.700.

Em um cenário sem nenhuma repetida, algo quase impossível por causa da distribuição aleatória dos pacotes, o custo seria de R$ 1.004,90. Esse valor soma R$ 980 pelos 140 pacotes necessários e R$ 24,90 do álbum brochura padrão. Cada pacote traz sete figurinhas e custa R$ 7.

A corrida pelas raridades também empurra os preços. Além das figurinhas da coleção principal, há outras 68 especiais, ligadas à série Legends. Elas saem em níveis bordeaux, bronze, prata e dourada — esta última é a mais rara e aparece uma vez a cada 1.900 pacotes, segundo a Panini.

Entre as mais cobiçadas estão as de Cristiano Ronaldo, de Portugal; Lionel Messi, da Argentina; Kylian Mbappé, da França; Lamine Yamal, da Espanha; e Vinicius Júnior, do Brasil. Em plataformas de compra e venda, algumas versões douradas já passam de R$ 500.

Álbum saiu antes das convocações

A coleção foi lançada em maio e começou a ser produzida meses antes da lista final de convocados de cada país. Por isso há diferença entre os retratados no álbum e as seleções que vão disputar o Mundial. Alguns jogadores ficaram fora; outros nem jogarão.

No Brasil, Rodrygo, Éder Militão e Estevão ganharam figurinhas mesmo fora da lista do técnico italiano Carlo Ancelotti por estarem lesionados. A situação se repetiu em outras seleções. O álbum registra um retrato feito meses antes da competição.

Entre as ausências que chamam atenção está Neymar Júnior. O camisa 10 da seleção brasileira não apareceu na primeira versão da coleção. Guilherme Ferreira, estudante de Engenharia da Universidade Federal Fluminense (UFF), disse à Rádio da UFRJ que essa ausência não lhe pareceu absurda: “Ninguém sabia se ele ia ou não. Provavelmente, ele não iria. Os outros, realmente, a Panini vacilou”.

Ele também observou que “[Nos pontos de troca] só ficou o pessoal mais desesperado para conseguir trocar essas figurinhas e muita gente querendo pagar valores altos” e completou: “Tem um pessoal gastando realmente muito dinheiro”.

Enquanto a bola rola nos Estados Unidos, Canadá e México, a disputa continua fora dos gramados entre quem quer completar o álbum sem esperar demais.

Memória junto com Paula

É o caso do engenheiro Lucas Antonio Pinheiro. Ele diz que só pensa em completar o álbum o mais rápido possível. Hoje está com cerca de 50% da coleção e já gastou em torno de R$ 800.

“É um valor considerável, mas encaramos mais como uma experiência do que apenas um gasto”, afirmou. No caso dele, a motivação vai além do futebol: ficou noivo um mês antes da abertura da Copa e coleciona com Paula.

“No nosso caso, eu e minha noiva Paula estamos colecionando juntos e temos aproveitado muito cada momento desse processo, especialmente as trocas de figurinhas”, disse. Para ele, “a principal motivação é a oportunidade de construir uma memória junto de quem amamos”.

Lucas também vê nas trocas uma cena que atravessa gerações: crianças de 6 e 10 anos dividem mesa com jovens de 26 anos e adultos de 40 anos ou mais. “O que mais nos encanta é o ambiente que a Copa proporciona”, afirmou. “Todos compartilhando a mesma paixão”.

Ele resumiu assim a experiência: “É uma experiência muito especial”. E disse ainda que esta será a primeira Copa do Mundo dele com Paula colecionando juntos — algo que “certamente ficará marcado na nossa memória” — enquanto os dois seguem “na torcida e cheios de esperança pelo tão sonhado hexa”.

Agência Brasil


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