400 gatos: Resgate de felinos tem início após decisão judicial
Município mobiliza clínicas veterinárias e estima gasto que pode chegar a R$ 500 mil para atender os animais retirados do imóvel.
Teve início nesta sexta-feira (12) a operação de retirada dos cerca de 400 gatos encontrados em um apartamento de Concórdia, no Oeste de Santa Catarina. A ação é coordenada pela prefeitura, com apoio de clínicas veterinárias credenciadas e equipes municipais, após autorização judicial para acesso ao imóvel.
De acordo com informações divulgadas pelo G1 SC, os animais serão removidos gradualmente e encaminhados para atendimento em cinco clínicas contratadas pelo município. Até o momento, não foi informado quantos gatos já deixaram o local, e ainda não há previsão para a conclusão do resgate.
A veterinária Rosane Bettu Grezzana, que participa da operação, explicou que as equipes tentaram organizar a retirada dos animais conforme sexo e condições de saúde. No entanto, o cenário encontrado dentro do apartamento tornou o trabalho mais complexo. As condições de higiene e a grande concentração de felinos dificultam a identificação e separação dos animais.
Segundo a prefeitura, os custos envolvidos na operação de resgate, tratamento e acolhimento dos gatos podem alcançar R$ 500 mil.
O caso passou a ser acompanhado pelo poder público em setembro de 2025, após denúncias relacionadas à situação dos animais. A repercussão aumentou em abril deste ano, quando um acordo firmado entre a proprietária do imóvel e o Ministério Público para garantir assistência aos gatos não foi cumprido.
Diante da situação, a Justiça autorizou, no fim de maio, a entrada forçada no apartamento para a realização das medidas de resgate. A decisão também determinou a realização de uma avaliação psicossocial e o encaminhamento de apoio à moradora, uma aposentada de 73 anos considerada em situação de vulnerabilidade.
Embora o apartamento tenha aproximadamente 200 metros quadrados, relatórios apontaram que os gatos ocupavam praticamente todos os ambientes. Conforme o levantamento realizado no local, os animais estavam espalhados por corredores, móveis, janelas e áreas com contaminação, em condições consideradas inadequadas.
Paralelamente ao trabalho de resgate, a Polícia Civil instaurou um inquérito para investigar o caso. A tutora dos animais é alvo de apuração por suspeita de maus-tratos.
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