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A dor pela perda da filha e pela falta de justiça

A dor pela perda da filha e pela falta de justiça

Éder Luiz

Éder Luiz

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Os pais da adolescente Iara Penteado convivem há mais de 5 anos com duas sensações distintas, mas igualmente desoladoras, o vazio provocado pela morte da filha após um exame de endoscopia e a falta de uma resposta da justiça quanto a responsabilidade da clínica e do médico que realizou o exame.

Em 29 de junho de 2010, a estudante Iara, de 15 anos, faleceu após ser internada no dia 14 daquele mesmo mês. Ela foi uma das três vítimas que morreram após passar por um exame de endoscopia em Joaçaba, feito na clinica do médico Denis Conci Braga.

Émerson Penteado e Márcia Penteado, pais de Iara, relembram que a menina passou pelo exame por insistência deles. “Ela ficava ruim do estômago sempre depois de comer algum tipo de embutido e resolvemos levar ela para fazer este exame, pra descobrir o que era. Ela fez a endoscopia, veio para casa e depois já voltou para o hospital”.

A tristeza dos pais é maior quando pensam nos objetivos que a filha não pode alcançar devido a interrupção de sua vida. “Ela estava na primeira série do ensino médio no Celso Ramos e queria fazer engenharia. Se hoje ela estivesse aqui com a gente poderia estar formada e fazendo faculdade. Ela era muito inteligente”. Diz a mãe.

Os pais aguardam ansiosos a decisão da justiça e não se conformam com o fato do médico não ser julgado pelo tribunal do júri. A lentidão da justiça causa revolta. “Recentemente um médico aqui da região teve o direito de exercer medicina cassado por que abusava das pacientes. Respeito esta decisão e acho que está muito correta, mas por que não ter o mesmo rigor com quem levou a morte de três pessoas”. Questiona o pai, alegando que até o momento não houve uma punição exemplar ao médico denunciado nos casos das endoscopias.

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