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Assistência social se pronuncia sobre a situação do casal que mora no cemitério

Assistência social se pronuncia sobre a situação do casal que mora no cemitério

Éder Luiz

Éder Luiz

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Após o portal Éder Luiz ter recebido a informação de uma leitora, de que havia pessoas morando num barraco no cemitério de Joaçaba e ter verificado a situação no local, nossa equipe conversou na manhã desta segunda-feira, 25, com o CRAS e CREAS, órgãos de assistência social do município de Joaçaba que informaram conhecer o casal há algum tempo e já ter disponibilizado ajuda.

Primeiramente, conversamos com Sandrine Pizzoni, gerente do CRAS. Ela nos informou que dona Maria e Seu Amazonas já passaram por todas as políticas de assistência social do município, desde a época em que moravam na casa do bairro Santa Tereza, citada na reportagem, porém, não deram a contrapartida necessária. “Enquanto assistência social não podemos apenas dar a ajuda, é necessário, por exemplo, que eles frequentem os grupo do Centro de assistência Psicossocial (CAPS) porém, não o fazem.  Além disso, oferecemos emprego e oportunidade de internamento para que se tratassem da dependência de álcool, mas, eles simplesmente somem ou mudam de cidade quando tocamos nesses assuntos.” Explicou Sandrine.

Buscamos informações também com o Centro especializado em assistência social (CREAS). Neste, falamos com Marcelino Zuffo que é monitor social. De acordo com ele, até fevereiro o casal estava recebendo seguro desemprego referente ao último período em que seu Amazonas trabalhou. "Ambos foram encaminhados para cursos profissionalizantes, mas, não aderiram a oportunidade. No CREAS toda estrutura para refeições, lavagem de roupa e ainda higiene pessoal foi por diversas vezes oferecida, sem que eles comparecessem com regularidade. Acompanhamos esse casal há muito tempo e todas as vezes que foi possível oferecemos cestas básicas e outros auxílios. Temos informação que em Capinzal onde estiveram também foram assistidos pela assistência social e ocorreu a mesma coisa".  Afirmou o Monitor.

Um cadastro no setor de habitação do município já foi realizado e em breve eles devem ser contemplados com uma moradia. "É preciso respeitar a ordem de cadastramento, porque assim como eles, outras familias também precisam das casas e já estavam com o nome na lista, por isso a demora. Quanto à algum beneficio social, não podemos conceder, uma vez que exceto a questão da moradia não há justificativa, já que poderiam, dependendo o cargo, trabalhar. Certa vez a Dona Maria alegou problemas de saúde, encaminhamos uma bateria de exames para que então isso pudesse ser comprovado e tentássemos um auxílio, porém ela não compareceu para fazer os exames". Explicou Marcelino.

Diante da permanência deles em Joaçaba e da delicada situação de estarem morando em um cemitério, CRAS e CREAS informaram que a partir desta segunda-feira, 25, vão fazer nova visita e novamente encaminhá-los às políticas de assistência social, buscando de alguma forma minimizar a situação e identificar a melhor forma de ajuda.


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