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Brasil e Estados Unidos retomam negociações comerciais após aplicação de tarifaços
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Economia

Brasil e Estados Unidos retomam negociações comerciais após aplicação de tarifaços

Brasil e Estados Unidos retomam negociações comerciais nesta segunda-feira (31) após aplicação de tarifas pelo governo Donald Trump.

Pedro Silva

Pedro Silva

Brasil e Estados Unidos retomam negociações comerciais após aplicação de tarifaços
Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Os governos do Brasil e dos Estados Unidos retomaram, nesta segunda-feira (31), as tratativas formais sobre as relações comerciais entre os dois países. A mesa de negociação é reaberta após a Casa Branca aplicar, de forma unilateral, uma sobretaxa de 25% sobre parte dos produtos importados do Brasil.

O diálogo entre as equipes diplomáticas e econômicas foi restabelecido após uma conversa telefônica entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump, realizada em 21 de agosto. Na ocasião, o governo brasileiro reiterou que as sanções tarifárias não possuem embasamento técnico.

Justificativas dos tarifaços e contestação brasileira

Além da tarifa de 25%, o Brasil foi atingido por uma nova sobretaxa de 12,5% imposta pelos EUA sob a alegação de inconsistências na prevenção do trabalho forçado — justificativa estendida por Washington a 59 países e à União Europeia. Para o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, a medida buscou reeditou uma taxação anteriormente anulada pela Suprema Corte dos EUA.

No caso da alíquota de 25%, a administração norte-americana fundamentou-se em relatório do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), citando supostas assimetrias competitivas envolvendo a tecnologia do sistema Pix e restrições ao mercado do etanol.

Em contrapartida, o chanceler Mauro Vieira sustentou que as solicitações norte-americanas exigiam a abertura irrestrita do mercado brasileiro sem contrapartidas recíprocas. Diplomatas também analisam o movimento como uma estratégia da Casa Branca para conter a projeção econômica da China na América Latina e exercer influência sobre o cenário eleitoral brasileiro.

Fonte: Agência Brasil


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