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Saúde

Brasileiros são premiados por avanços contra o Alzheimer

Cientistas brasileiros ganham prêmios por avanços contra o Alzheimer. Exame de sangue pode chegar ao SUS e facilitar o diagnóstico precoce.

Éder Luiz

Éder Luiz

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Dois cientistas brasileiros foram reconhecidos recentemente por organizações internacionais devido a contribuições decisivas na pesquisa contra a doença de Alzheimer. Mychael Lourenço, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Wagner Brum, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), receberam prêmios globais por desenvolverem estudos que facilitam o diagnóstico precoce e buscam frear o avanço da demência, condição que já afeta cerca de 2 milhões de pessoas no Brasil.

O trabalho de maior impacto imediato para a população vem do Rio Grande do Sul. O médico e pesquisador Wagner Brum desenvolveu diretrizes para que um exame de sangue simples consiga diagnosticar o Alzheimer. A técnica detecta a presença de uma proteína específica e já é utilizada em laboratórios da Europa e dos Estados Unidos. Pelo feito, Brum recebeu o prêmio de jovem cientista promissor concedido pela Associação Americana de Alzheimer.

O pesquisador Wagner Brum foi premiado pela organização americana Alzheimer’s Association . Foto: AAIC/Divulgação

Atualmente, o objetivo da equipe gaúcha é validar esse exame de sangue para que ele seja oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, os testes precisos disponíveis no país exigem a coleta de líquido da coluna vertebral ou exames de imagem de alto custo, métodos inacessíveis para a maioria da população.

No Rio de Janeiro, o foco é entender a origem do problema. Mychael Lourenço, vencedor do prêmio de excelência da organização europeia Alba, investiga por que algumas pessoas chegam aos 90 anos lúcidas, enquanto outras desenvolvem a doença. Seu laboratório testa substâncias capazes de estimular o próprio cérebro a “limpar” o acúmulo das proteínas tóxicas que causam a perda de memória e raciocínio.

O avanço nas pesquisas brasileiras ganha especial relevância em estados com alta expectativa de vida, onde o envelhecimento da população torna as doenças neurodegenerativas um desafio crescente para a saúde pública. Segundo os pesquisadores, a identificação precoce da doença, muito antes dos primeiros sintomas de esquecimento aparecerem, é a maior aposta atual da ciência para garantir qualidade de vida aos pacientes.


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