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Estado

Caso Orelha: MPSC pede arquivamento total de investigação sobre morte do cão

Parecer protocolado no Judiciário aponta falta de elementos para responsabilização; caso teve grande repercussão nacional e internacional

Luan

Luan

Fotos: redes sociais

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O Ministério Público de Santa Catarina pediu o arquivamento dos indiciamentos realizados pela Polícia Civil no chamado Caso Orelha, que apura a morte do cachorro comunitário encontrado ferido na Praia Brava, em Florianópolis. A informação foi divulgada inicialmente com exclusividade pelo NSC Total.

O parecer foi protocolado na última sexta-feira (8) e leva a assinatura de três promotores de Justiça. O documento, com cerca de 170 páginas, será analisado pela Vara da Infância e Juventude, responsável pela condução do processo, que segue em sigilo. Até o momento, não houve manifestação da juíza sobre o pedido.

Segundo o NSC Total, o parecer pelo arquivamento foi apresentado após o Ministério Público solicitar uma segunda rodada de diligências à Polícia Civil. Ainda em abril, a repetição dos pedidos por novas provas já indicava a necessidade de elementos mais consistentes para uma conclusão definitiva sobre o caso.

Desde fevereiro, o MP-SC vinha requisitando novos levantamentos investigativos. No dia 12 daquele mês, a promotoria chegou a pedir 35 diligências complementares à Polícia Civil, cujas respostas começaram a ser entregues no fim do mesmo mês.

A morte de Orelha gerou ampla comoção e mobilizou moradores, protetores de animais e repercussão em diferentes regiões do país. O cachorro foi encontrado agonizando no dia 5 de janeiro, na faixa de areia da Praia Brava, e encaminhado para atendimento veterinário, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

O veterinário responsável pelo primeiro atendimento relatou que o animal apresentava lesões severas na cabeça, no olho esquerdo e sinais avançados de desidratação.

Na conclusão inicial do inquérito, a Polícia Civil apontou que Orelha teria sofrido um golpe contundente na cabeça, possivelmente provocado por chute ou objeto rígido, como madeira ou garrafa. Ao longo da investigação, oito adolescentes chegaram a ser investigados, e um deles foi apontado como possível autor, com pedido de internação encaminhado pela polícia.

Entretanto, um laudo pericial realizado após a exumação do corpo trouxe novos elementos ao caso. Conforme revelado com exclusividade pela NSC TV, a análise da Polícia Científica não identificou fraturas ou lesões ósseas que pudessem confirmar agressão humana como causa da morte. O resultado também não permitiu determinar, de forma conclusiva, o que provocou o óbito do animal.

Com isso, o Ministério Público entendeu não haver provas suficientes para sustentar a responsabilização criminal no caso.


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