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Coluna Brinda Brasil

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Éder Luiz

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Por Rodrigo Leitão

Bem, se a dúvida é sobre as produções de uvas vitis viníferas, as uvas com nomes conhecidos, especificamente para fazer vinho, como cabernet sauvignon, merlot, malbec, chardonnay, etc., dificilmente poderemos defini-las como vinho bom ou vinho ruim. O correto aí seria vinho que eu gosto e vinho que eu não gosto. Ruim, jamais! Agora, se a pergunta for sobre vinhos de produção elevada, tipo Sangue de Boi, Canção, etc. é possível classificar de ruim, porque geralmente são feitos com uvas menos nobres e com álcool e açúcar demais.

Não podemos chamar os vinhos de marca de ruins porque são vinhos corretos. E que correto aí quer dizer que a acidez do vinho está dentro do padrão aceitável, que ela pode ser alta ou baixa, mas está dentro do padrão. Que os taninos idem e a cor também. Que os aromas existem, pelo menos uns 3 ou 4 dentro da paleta de 14 mais comuns. Esses vinhos abrem com o tempo, fermentaram corretamente, da forma técnica mais segura possível. Então, são vinhos feitos corretamente e não podem ser ruins. O que pode ocorrer, neste caso, é se eles te agradam ou não.

Resumindo, não podemos chamar um vinho de ruim, cada um vai combinar com alguma coisa, comida, entrada, petiscos, etc. Obviamente que uns são melhores que outros, mas como saber se aquele vinho é correto? Primeiro você tem de definir se gostou ou não. Se gostou, continue bebendo e comprando, porque o mais importante é o seu paladar. Se não gostou, experimente outro, porque você só vai ter parâmetros para comparar vinhos se conhecer vários produtores e rótulos diferentes. Se você gostou, faça o seguinte teste:

1. Tente identificar aromas (frutas vermelhas, café, chocolate, madeira, mel, couro, flores, etc..)

2. Ao provar, veja se a acidez te agrada. Acidez no vinho não é azedume. É o que faz você salivar mais que o normal depois que prova. Para isso, deixe o vinho correr nas laterais da língua. Quanto mais ácido, mais saliva provoca.

3. Aí você bochecha o vinho pra sentir os taninos, funciona como a cica do caju, trava a boca, deixa tudo seco. Quanto mais tempo essa sensação ficar na sua boca, mais persistente e complexo é esse vinho.

4. Por último, engula lentamente o líquido. Nessa fase você deverá voltar a sentir aromas e paladares iguais aos que você identificou quando cheirou o vinho na taça. Se você sentir pelo menos uma fruta ou chocolate ou café, ou plantas verdes, etc. no paladar, esse vinho está tecnicamente perfeito.

Acesse: www.gourmetbrasilia.com.br

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