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Moscato di Siracusa
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Coluna Brinda Brasil – Bonarda, a nova aposta argentina!

Coluna Brinda Brasil - Bonarda, a nova aposta argentina!

Éder Luiz

Éder Luiz

Moscato di Siracusa

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Por Rodrigo Leitão

Já está à venda no Brasil, via importadora Mistral, a mais nova revolução da produção argentina de vinhos: Colonia Las Liebres Bonarda. Esse vinho é mais um pioneirismo da vinícola Altos Las Hormigas, que está novamente mudando a regra do jogo na produção vitivinícola de Mendoza (esse tipo de afirmação tem arrancado cabelos por lá!).

Colonia Las Liebres Bonarda 2010 (Altos Las Hormigas é um bom exemplo de vinho leve, daqueles que servem de cartão de visitas para quem quer iniciar no mundo do vinho com excelência.  A Altos Las Hormigas não trabalhava vinhos de entrada. Essa mudança é a primeira ação de um reestudo da região, no Vale do Uco, em Mendoza, na busca de novos terroirs. A bonarda, hoje, na Argentina, tem um tratamento similar ao que a malbec recebia dos produtores em meados dos anos 1990. É usada em quase sua totalidade como corte de assemblages de cabernet sauvignon e, em alguns casos, de malbec.

Foi em 1995 que os enólogos italianos Alberto Antonini , Attilio Pagli e Antonio Terni viram que a uva malbec (estigmatizada na França e na própria Argentina) encontrou seu melhor terreno de evolução, ao sopé dos Andes. E daí foi lançado o primeiro varietal malbec argentino de qualidade avaliada internacionalmente. A partir deste vinho é que vieram os demais. Hoje uma vasta produção de grande qualidade em toda a região de Mendoza e também no sul daquele país. Pois bem, agora a Hormigas lança esse Colonia Las Liebres Bonarda (preço final ao consumidor, na Mistral, R$ 50).

A intenção é redescobrir uma uva leve, torná-la uma opção inteligente de degustação e permitir que ela seja harmonizada até mesmo com salada verde. Fiz isso com salada de 4 alfaces (americana, crespa, roxa e lisa), regada ao azeite (Crudo, italiano da região da Puglia!). O vinho enalteceu a salada. Muito frutado, esse Bonarda não passa por madeira. É vinho para sorver logo. Não se percebe sequer a elevada graduação alcoólica de 13,5%. Extremamente refrescante, mantém características herbáceas, mas sutis. Dever ser servido entre 16 e 18 graus centígrados e fica melhor ainda com massa ao sugo e risotos (a segunda harmonização que fiz com ele).

As uvas deste vinho foram colhidas em campos antigos, com mais de 30 anos, de Rivadavia (Los Campamentos), a melhor região argentina para o plantio de Bonarda. Já foi  engarrafada a experiência deste vinho com passagem de um ano por madeira. Se você gosta de harmonizar vinhos com queijo, a uva Bonarda favorece a degustação com queijos médios como Brie, Emmental, gruyère e camembert.

Rodrigo Leitão, especialista em enogastronomia.

O colunista dedica-se há três décadas ao jornalismo e já passou por redações como O Globo, Jornal de Brasília, TV Brasília, TV Band e Rádio Band News FM, em Brasília onde atua no segmento de comunicação e eventos. Rodrigo Leitão organiza anualmente o Brinda Brasil – Salão do Espumante de Brasília, o maior encontro nacional exclusivamente com produtores de espumantes. Ele já atuou nas áreas de Economia, Política, Internacional, Cultura e Saúde, onde conquistou vários prêmios.

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