Coluna Brinda Brasil – Excelentes vinhos portugueses!
Por Rodrigo Leitão Eu adoro vinhos brancos e adoro vinhos portugueses.
Por Rodrigo Leitão
Eu adoro vinhos brancos e adoro vinhos portugueses. Juntando as duas coisas, posso dizer que estou na plenitude em degustação. Experimentei alguns vinhos da Quinta da Pedra Alta, em uma degustação no restaurante Dom Francisco da Asbac. Me chamaram atenção, pelo custo benefício, dois rótulos, o QPA Branco 2010 e o QPA Tinto Grande Reserva. São vinhos do Douro, portanto, mais elegantes, aveludados e com acidez mais comportada. Vinhos de uma região conhecida pela estrutura e complexidade de suas produções.
O primeiro é um branco equilibrado, frutado, muito floral e que fica pouco tempo em garrafa antes de sair para a venda, apenas um mês. Ou seja, chega à taça com frescor e bem vivo. O assemblage (nesse caso é melhor dizer corte) revela uvas pouco conhecidas por aqui: Malvasia fina, Gouveio e Rabigato. Ficou explêndido com lombo de pirarucu e bolinho de bacalhau. Mas é tão sofisticado, que você pode usar na entrada, no aperitivo ou simplesmente servi-lo como regador de um bate-papo em happy hour. Experimentando não parece, mas este QPA Branco tem 14% de álcool por litro, o que vai ajudar a mantê-lo bem apreciável por uns três anos. Mas o melhor aqui é o preço, cerca de R$ 35.
O segundo vinho da Quinta da Pedra Alta que me atraiu, por estar pronto para consumo, é o tinto Grande Reserva 2007. Este vinho foi muito premiado e está com cinco anos de idade e pronto para ser consumido. Bem frutado, é encorpado, bem estruturado, com acidez altiva, mas sem exageros. Os taninos estão no ponto certo para acompanhar carnes, das mais pesadas às linguiças. A uva predominante é a touriga nacional (70%), acrescida no corte por touriga franca (15%) e tinta roriz (15%). Este vinho estagiou por um ano em madeira, dividindo seu tempo entre carvalho francês e americano. Para quem gosta de "impurezas", não é filtrado, o que garante mais carga ao vinho. Cor rubi, frutas vermelhas silvestres e um elevado teor alcoólico (15%) que não é percebido a não ser pelas lágrimas na taça, dão a impressão de que este vinho ficará esplêndido em 2017. Mas será que alguém aguenta esperar tanto tempo?
DICA PARA O FIM DE SEMANA:
Vou sugerir aos leitores que neste fim de semana deixem um pouco a cerveja de lado e experimentem um Moscatel da Santa Augusta. A vinícola Santa Augusta, de Videira, é hoje uma das mais equipadas tecnologicamente em todo o País. A casa produz um excelente espumante feito de uvas moscatel e que tem apenas 7,4% de álcool por litro. Praticamente igual a uma cerveja. A textura do espumante também lembra a das cervejas mais encorpadas e, por isso, pelo calor que está fazendo neste início de primavera, passa a ser uma bebida ideal para o fim da tarde, bate-papo com os amigos e até nas beiras de piscina. Uma dica interessante é por uma pedra de gelo na taça, isso não muda o sabor e nem altera aromas da bebida, mas garante que ela permaneça gelada por mais tempo. É assim que os francese tomam moscatel na praia. Esse espumante foi produzido no ano de 2010 e está pronto pra ser consumido ao lado de sobremesas a base de frutas, frutas secas, frutas passas, sorvetes de frutas, salada de fruta, doces em geral e queijos gorgonzola ou roquefort.
Tin-tin!
Rodrigo Leitão, especialista em enogastronomia.
O colunista dedica-se há três décadas ao jornalismo e já passou por redações como O Globo, Jornal de Brasília, TV Brasília, TV Band e Rádio Band News FM, em Brasília onde atua no segmento de comunicação e eventos. Rodrigo Leitão organiza anualmente o Brinda Brasil – Salão do Espumante de Brasília, o maior encontro nacional exclusivamente com produtores de espumantes. Ele já atuou nas áreas de Economia, Política, Internacional, Cultura e Saúde, onde conquistou vários prêmios.
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