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Coluna Brinda Brasil - Um grande vinho francês de R$ 70
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Coluna Brinda Brasil – Um grande vinho francês de R$ 70

Coluna Brinda Brasil - Um grande vinho francês de R$ 70

Éder Luiz

Éder Luiz

Coluna Brinda Brasil - Um grande vinho francês de R$ 70

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Por Rodrigo Leitão

Experimentei alguns vinhos interessantes na ABS-Brasília (Associação Brasileira de Somelleiers do DF), numa aula-degustação sobre a região do Rhône, na França, muito bem conduzida pelo professor Juan José Verdésio. Três vinhos chamaram a atenção, sendo que um deles é um tremendo achado, pela qualidade e preço com que se consegue comprar. Falo do Cairanne 2007 (foto), um Domaine de L'Ameillaud. É um Côtes du Rhône Villages, elaborado com uvas grenache (65%), syrah (30%) e carignan (5%). Tem 14,5% de álcool, mas a gente não percebe isso.

Este vinho é considerado um clássico do sul do Ródano. É um vinho aveludado, leve, mas com coloração viva e que preserva a característica apimentada das uvas principais da região. Caiu muito bem com um cozido preparado pelo Juan e cuja carne levou três horas cozinhando em fogo baixo.

O Cairanne 2007  custa em torno de US$ 20 ou R$ 70 e, quando se encontra no Brasil, está à venda na Decanter .

O outro vinho da noite que encantou as 14 pessoas presentes a aula-degustação foi o St. Joseph Le Grand Pompée 2006, Jaboulet, que custa R$ 150. Esse vinho é excelente (13% GL). Tem tudo que uma boa cepa de Syrah pode dar. É um vinho complexo, com acidez branda e taninos macios. As vinhas estão localizadas em solo vulcânico e isso deu ao St. Joseph Le Grand Pompée um caráter diferente dos demais vinhos do Rhône. Tanto que esse vinho é considerado o melhor custo-benefício de toda aquela região francesa.

Surpreendeu também o Châteauneuf-du-Pape Croix de Bois 2007, um Chapoutier de R$ 400. Embora obedeça à cartilha dos vinhos papais, esse châteneauf está muito similar a um Priorato. Chapoutier é, sem dúvida, um dos maiores produtores franceses e avisa que esse vinho é o único Châteauneuf-du-Pape feito 100% com uva grenache e 15,5% de álcool. Mas dá pra sentir a presença de syrah. É um vinho perfeito para acompanhar caças e aves como faisão com trufas, pato e queijo brie. O problema é o preço. Fiquei impressionado com o estilo do vinho, realmente muito similiar ao do Priorato (as uvas são as mesmas grenache ou granacha!). Mas, embora seja um grande vinho, já tomei châteauneuf-du-pape melhor.

Experimentamos também Côte Rôtie Les Bécasses 2004 (R$ 280), Crozes-Hermitage 2006, Alain Graillot (R$ 170), Cornas 2006, Clape (R$ 500) e Coteaux de LÁrdèche Viognier 2005, Chapoutier (R$ 80). Nenhum deles me agradou.

Rodrigo Leitão, especialista em enogastronomia.

O colunista dedica-se há três décadas ao jornalismo e já passou por redações como O Globo, Jornal de Brasília, TV Brasília, TV Band e Rádio Band News FM, em Brasília onde atua no segmento de comunicação e eventos. Rodrigo Leitão organiza anualmente o Brinda Brasil – Salão do Espumante de Brasília, o maior encontro nacional exclusivamente com produtores de espumantes. Ele já atuou nas áreas de Economia, Política, Internacional, Cultura e Saúde, onde conquistou vários prêmios.

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