Conheça os espumantes da nossa região para o fim de ano!
Por Rodrigo Leitão O Ano Novo está chegando e essa é uma das melhores datas para comemorar com a família e os amigos.
Por Rodrigo Leitão
O Ano Novo está chegando e essa é uma das melhores datas para comemorar com a família e os amigos. E, nesse momento, não existe uma bebida mais adequada que o espumante. E o espumante brasileiro, que é considerado um dos três melhores do mundo, perdendo apenas para os franceses da Champagne e os italianos de franciacorta.
E entre os espumantes brasileiros, destacam-se os de Santa Catarina, que estão ganhando várias medalhas de ouro, prata e bronze nos concursos realizados na Europa e nos Estados Unidos, além de alcançarem grande destaque nas feiras nacionais.
No mercado nacional, o produto é muitas vezes a porta de entrada para o fascinante universo dos vinhos e, graças a uma significativa mudança cultural, caiu no gosto do consumidor, que passou a desfrutar a bebida em diversas ocasiões – muito além das tradicionais comemorações de fim de ano. “Hoje o espumante é um grande negócio dentro de segmento de vinhos, já que o brasileiro entendeu a qualidade do produto nacional e passou a valorizá-la”, atesta o diretor da vinícola Villaggio Grando, Guilherme Sulsbach Grando.
Encontrados em Joaçaba e na região, você pode escolher entre uma série de bons espumantes e suas variedades, que podem chegar a seis rótulos distintos dependendo do produtor. A seguir, publicamos uma lista com alguns dos melhores espumantes catarinenses para você brindar a chegada de 2015 e celebrar na noite de Natal:
Espumante Moscatel Santa Augusta de (Videira) – É considerado um dos melhores moscatéis do Brasil. Em 2012, condecorado com a medalha de prata na categoria espumante moscatel, em Bruxelas, na Bélgica. A vinícola Santa Augusta produz Espumantes maravilhosos, participa de várias feiras de vinhos como o Brinda Brasil, que realizo anualmente em Brasília. Embora seja uma vinícola nova no mercado, já é conceituada no meio. Os espumantes Santa Augusta são os mais consumidos no mercado brasiliense. Apresenta aroma fino, lembrando frutas como mamão papaia, pêssego, casca de tangerina e florais como flor-de-laranjeira. Ótima acidez, equilíbrio entre na doçura. Harmoniza bem com sobremesas a base de frutas, frutas secas, frutas passas, sorvetes de frutas, salada de fruta, doces em geral e queijo gorgonzola e roquefort.
Villaggio Grando Brut Rose (de Água Doce) – O concurso Top Ten da Expovinis 2013 escolheu um espumante catarinense como o melhor produto da categoria Espumante Nacional. A premiação mostra a evolução e a expressão da experiência traduzida pelo terroir da Serra Catarinense. No aspecto visual, o Villaggio Grando Brut Rosé demonstra uma cor límpida e rosada com perlage fina e intensa. Com aromas amplos e muito agradáveis apresenta-se como um espumante levemente floral e frutado lembrando pitanga e morango. Na boca, a bebida prima pela leveza, com ótima cremosidade e grande persistência. Acompanha qualquer prato das ceias de Natal e Ano Novo!
Brut Kranz (Treze Tílias) – Este é o espumante da moda! Literalmente… O Brut Kranz já foi escolhido e servido para milhares de pessoas no Fashion Rio, em 2012. Aliás, o Brut Kranz já desfilou no evento por várias edições. A vinícola Kranz é uma das mais modernas do Brasil e também produz vinhos, geleias e sucos.
O espumante do Fashion Rio, um dos mais premiados da vinícola, é leve e com sabor refrescante, ótimo para ser servido no verão e harmoniza bem com a Ceia de Natal e a do Réveillon.
Espumante Joaquim Brut Blanc de Noir (de São Joaquim) – Lançado no final de 2011, esse espumante é excelente para receber amigos e parentes. Sirva frutas frescas, saladas e frutos do mar para acompanhá-lo. É um espumante diferente, elaborado com cinco uvas tintas, vinificadas em branco. Isso quer dizer sem a casca. São elas: Pinot Noir, Petit Verdot, Syrah, Sangiovese e Merlot. Muito atraente, traz aromas de frutas tropicais, e notas de frutas vermelhas. Vai cair muito bem com os pratos de final de ano.
Sanjo Bardoo(de São Joaquim) – Esse é a grande novidade do ano! A Sanjo lançou esse espumante gaseificado para atrair o público jovem. A embalagem de vidro foi projetada com design moderno para servir a bebida em festas e baladas. O espumante é gaseificado naturalmente no processo de fermentação da maçã. O aroma e sabor da bebida são perfeitos como acompanhamento em baladas e comemorações, harmonizados com bolos e canapés. O produto é individual, com 187ml, equivalente a uma taça grande e, para abrir, basta abrir a tampa de rosca e consumir diretamente na garrafa.
Suzin Brut Rosé(de São Joaquim) – Esse espumante é mais encorpado e vai acompanhar as partes gordas do peru, chester e o tender. É elaborado100% com a uva Cabernet Sauvignon e mostra um perlage persistente (aquelas bolinas que ficam subindo o tempo todo na taça. Quanto mais finas as bolinas e mais intenso seu movimento, melhor é o espumante!). Os aromas lembram goiaba e morango. Também harmoniza com peixes, saladas e frutos do mar.
San Michele Brut (Rodeio) – Outro espumante diferente. Este aqui é elaborado apenas com uma uva, a chardonnay, a mais nobre entre as francesas.Por isso, também é chamado de “blanc de blanc”. A cor desse espumante éamarelo-palha, com aromas mais complexos, lembrando maçã verde. É um espumante de perlage longo e de borbulhas finas, um produto delicado, refrescante e equilibrado. Esse espumante pode ser servido como aperitivo nas refeições principais e é ideal em qualquer comemoração. Acompanha muito bem ostras, sushi e sashimi. Uma boa pedida para uma ceia mais tropical e com pratos na linha oriental.
Pericó(de São Joaquim) – Elaborado no Vale do Pericó, em São Joaquim. Essa é outra vinícola nova da Serra Catarinense que está conquistando espaço no Brasil e no exterior. O vinho espumante demi-sec da Pericó tem uma carga de quase 21 gramas de açúcar por litro. É um espumante doce, que vai acompanhar com maestria as sobremesas das ceias de Natal e Ano Novo, especialmente se as receitas orem doces como pudim, sagu, tortas, frutas em calda e até pizzas doces. Como é um espumante elaborado com duas uvas tintas (Cabernet Sauvignon 40%) e (Merlot 28%) e uma branca (Chardonnay 32%), serve também de companha para queijos do tipo gorgonzola e roquefort. Apresenta uma cor amarelo palha de média intensidade e remete a aromas finos e delicados com notas de frutas brancas, pera e abacaxi.
CURIOSIDADE:
Até o início do século passado, a maioria da produção de espumantes era doce. A tendência do brut, do seco, é relativamente nova se comparada com a idade da bebida, que surgiu no século 13. O brut apareceu em 1846 e foram os ingleses que incentivaram essa produção. Eles pediram aos produtores que criassem um espumante com pouco açúcar (mas açúcar da própria uva!). A França e os demais países europeus continuaram, por algum tempo, consumindo a bebida doce. Somente no século 20 é que o brut se consolidou.
ENTENDA A DIFERENÇA:
Champanhe – É somente a bebida feita na França, na região de Champanhe, cuja principal cidade é Reims.
Espumante – É o nome que se dá a bebida feita igualzinha à champanhe no Novo Mundo: Brasil, EUA, Argentina, África do Sul, Austrália e Nova Zelândia, etc.
Cava – É a champanhe espanhola, feita na região de Penedés, perto de Barcelona, utilizando principalmente a uva macabeo. O espumante mais vendido em todo o mundo não é o champanhe e sim a cava espanhola.
Prosecco – É o nome de um espumante feito na Itália, principalmente na região do Veneto, onde ficam as cidades de Verona e Veneza.
Brut – É o champanhe ou espumante que tem uma pequena quantidade de açúcar natural, geralmente é mais seco.
Démi sec – É mais doce, tem um maior percentual de açúcar e muitas vezes tem açúcar adicionado à bebida.
Nature ou extra-brut – Esses são praticamente sem açúcar e muito secos.
Rosés – São feitos com parte de uvas tintas com a casca ficando um breve tempo em contato com o suco da uva, o suficiente para colorir a bebida. Alguns usam merlot também para fazer os espumantes rosés, mas geralmente a predominância é da uva pinot noir.
Perlage – São as bolinhas, o gás carbônico da segunda fermentação do vinho, que é feita na garrafa. Pelo perlage, é possível identificar a qualidade de um espumante. Quanto mais bolinhas apresentar, mais finas elas forem e mais tempo elas persistirem subindo dentro da taça, melhor é o espumante.
Moscatel ou Asti – Espumante elaborado pelo método Asti (o processo utilizado para fazer o espumante moscatel, na Itália). Esse espumante é doce, com menos álcool que o tradicional, tem uma acidez boa, é muito aromático e é indicado para acompanhar desde saladas e entradas até sobremesas leves. O nome Asti vem da cidade italiana no Piemonte, onde surgiu esse tipo de espumante. No método Asti não ocorre a segunda fermentação na garrafa, que faz surgir o espumante. O processo é interrompido quando a graduação alcoólica da bebida atinge 8% de álcool por litro. Mas pode variar a partir de 6%.
Rodrigo Leitão, especialista em enogastronomia.
O colunista dedica-se há três décadas ao jornalismo e já passou por redações como O Globo, Jornal de Brasília, TV Brasília, TV Band e Rádio Band News FM, em Brasília onde atua no segmento de comunicação e eventos. Rodrigo Leitão organiza anualmente o Brinda Brasil – Salão do Espumante de Brasília, o maior encontro nacional exclusivamente com produtores de espumantes. Ele já atuou nas áreas de Economia, Política, Internacional, Cultura e Saúde, onde conquistou vários prêmios.
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