Defesa de Claudia Hoeckler reforça versão de violência doméstica
Testemunhas relataram casos em que a ré teria sido estrangulada pelo marido e que precisou até mesmo de abrigo na casa de uma delas.

O primeiro dia do julgamento de Claudia Tavares Hoeckler, acusada de matar o marido Valdemir Hoeckler e ocultar o corpo em um freezer, se estendeu até a noite desta quinta-feira (28) em Capinzal. Após ouvir as testemunhas, a juíza Jéssica Evelyn Campos Figueredo Neves iniciou o interrogatório da ré pouco depois das 22h, antes de suspender a sessão, que terá continuidade nesta sexta-feira (29), a partir das 8h, no plenário da Câmara de Vereadores.
Durante seu depoimento, Claudia passou mal e precisou receber atendimento. O Corpo de Bombeiros de Capinzal foi acionado para prestar atendimento.
Linha da defesa
Entre os relatos apresentados durante os depoimentos, uma das amigas de Claudia contou que chegou a abrigá-la em sua casa, dois dias após a acusada fugir de Valdemir em meio a episódios de violência. Outra testemunha, também amiga da ré, relatou um episódio ocorrido quando a filha do casal, Gabriela, ainda era pequena: segundo ela, Valdemir teria estrangulado Claudia, deixando marcas visíveis no pescoço.
A defesa sustenta que Claudia viveu mais de duas décadas de agressões físicas e psicológicas, em um ambiente de medo e opressão dentro de casa. Os advogados argumentam que o crime ocorreu nesse contexto, e não de forma premeditada.
Continuidade
O julgamento, considerado um dos mais marcantes da história recente do Meio-Oeste catarinense, terá sequência nesta sexta-feira (29). O Conselho de Sentença, formado por quatro mulheres e três homens, seguirá acompanhando os depoimentos e debates que devem se estender até o anúncio da sentença.

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