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Criminalista Álvaro Alexandre Xavier atua na defesa de Vagner
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Defesa de jardineiro explica estratégia para tentar realizar julgamento em outra cidade

Defesa de jardineiro explica estratégia para tentar realizar julgamento em outra cidade

Éder Luiz

Éder Luiz

Criminalista Álvaro Alexandre Xavier atua na defesa de Vagner

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O advogado Álvaro Alexandre Xavier, que defende o assassino confesso da jovem Mariane Telles, protocolou no Tribunal de Justiça de Florianópolis um pedido para o desaforamento do júri. A defesa do jardineiro de 22 anos quer evitar que o julgamento aconteça no município de Joaçaba ou cidade vizinhas em função da comoção do caso. A ideia do advogado é levar o júri para uma comarca mais distante, para que o julgamento do réu aconteça de forma justa, sem emoção, destacou o advogado.

Por isso, diversas manifestações publicadas na internet, pedindo até a pena de morte para o denunciado, foram anexadas ao pedido. "Não são poucas. Eu mostrei toda a manifestação popular da região junto ao meu pedido, mostrando que de uma certa forma o júri estaria contaminado, isso no bom sentido, pela emoção de condená-lo por todas as qualificadoras que o Ministério Público denunciou. Um júri que não está contaminado vai analisar mais friamente essa qualificadores", afirmou Xavier.

O advogado disse ainda que não irá pedir a absolvição de Vagner, mas reforça novamente a ideia de que o julgamento precisa ser justo. " Se tiver que pegar 15 anos vai pegar, 20 ou 30 não importa, o julgamento tem que ser justo, isso que importa pra defesa e pro réu, que já se manifestou. Ontem eu estive com ele e ele já se manifestou nesse sentido", disse.

Agora o pedido está sendo analisado pelo Tribunal de Justiça. Como casos de desaforamento são prioridade para o órgão, Álvaro espera obter uma resposta até o final dessa semana ou no máximo semana que vem. "Eu acredito pela manifestação e por tudo que eu juntei que eu possa conseguir esse desaforamento", finalizou.

O caso Mariane Telles

Mariane Telles foi morta no dia 16 de março deste ano dentro da unidade do Senai em Joaçaba. O corpo foi encontrado um mês depois em uma área de mata no interior de Jaborá e no dia 15 de maio a polícia prendeu o jardineiro Vagner Fernades do Nascimento, que confessou ter matado a jovem.

Segundo a polícia, Vagner atraiu a vítima até o depósito do Senai onde fechou a porta e tentou agarrá-la. Mariane teria reagido e temendo uma possível denúncia o jardineiro a imobilizou e com um fio de nylon sufocou a jovem até a morte. Depois disso, ele enrolou a vítima em um tapete e levou até uma área de mata que fica próxima ao Senai, voltou a unidade, falou com algumas pessoas e depois foi até a casa onde morava, também próxima ao Senai. Ele pegou o carro e se dirigiu ao local onde estava o corpo, colocou dentro do veículo e então foi até o interior do Jaborá.

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