Depois de calote, fornecedores trancam acesso à subestação da região em busca de pagamento
Depois de calote, fornecedores trancam acesso à subestação da região em busca de pagamento
Com informações de Ricardo Silva
Empresas prestadoras de serviço e funcionários estão trancando o acesso a uma subestação de energia construída próxima a área central do município de Abdon Batista. A manifestação começou na manhã desta quinta-feira e não tem prazo para terminar. A intenção do bloqueio é forçar o recebimento de uma dívida, que segundo os manifestantes, chega a R$ 5 milhões. O valor é referente aos serviços prestados na obra, pelo qual a empresa Lusa teria contratado os prestadores de serviço e seria a responsável pelo gerenciamento dos trabalhos. Os manifestantes dizem que o problema é que a Lusa abriu falência e simplesmente não pagou pelos serviços. Empresas dos municípios de Abdon Batista e Campos Novos foram lesadas.
Segundo os manifestantes, com a atitude mais de 500 famílias estão sendo afetadas há 4 meses, sem receber as rescisões e pagamentos. “Fechamos a obra e estamos esperando uma decisão deles. Se eles não pagarem hoje nós não vamos liberar”. Disse Alexandre Mecabo, um dos manifestantes. A intenção do grupo que está mobilizado é impedir a entrada de uma equipe que concluirá os trabalhos de energização da subestação, o que permitiria o início da transmissão da energia através de redes, concluindo a obra. “Todos os fornecedores estão em conato há meses tentando receber e depois que energizarem e começarem a operar só buscando na justiça para receber. Estamos buscando a negociação. Só nossos direitos”. Disse André Mendes, representante de uma das empresas que se sente lesada.
A empresa que vai gerenciar a subestação abriu negociação com os manifestantes, mas alega que a dívida não é dele a sim da Lusa. “A proposta da empresa era pagar 50%, depois 70 e agora 90%, mas para a próxima terça. Queremos o total imediatamente, mesmo o capital não cobrindo os prejuízos”. Argumenta Alexandre Mendes.
Enquanto não existir um acordo os manifestantes devem permanecer no local. A Polícia Militar acompanha a movimentação, que é pacífica até agora.
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