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Brasil
Dia da Pessoa Idosa: brasileiros vivem cada vez mais, e o desafio é envelhecer com qualidade de vida
Expectativa de vida chegou a 76,6 anos e quem completa 60 anos vive, em média, mais 22,6 anos.
Nesta quinta-feira (1º) é celebrado o Dia Nacional e Internacional da Pessoa Idosa. A data internacional foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1990, e no Brasil o Dia Nacional foi criado pela Lei nº 11.433, de 2006. Mais do que homenagem, a data é um convite à reflexão sobre como o país está envelhecendo e sobre as condições de vida de quem já passou dos 60 anos.
Um país mais longevo
Os brasileiros estão vivendo cada vez mais. Segundo as Tábuas Completas de Mortalidade do IBGE, divulgadas em novembro de 2025, a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos em 2024, o maior nível da série histórica. Para os homens, a média é de 73,3 anos; para as mulheres, de 79,9 anos. Em 1940, a expectativa de vida era de apenas 45,5 anos.
Outro dado chama atenção: quem chega aos 60 anos no Brasil tem, em média, mais 22,6 anos de vida pela frente (20,8 anos para os homens e 24,2 anos para as mulheres).
De acordo com o Censo 2022, o país tem mais de 32,1 milhões de pessoas com 60 anos ou mais, o equivalente a 15,8% da população. A Região Sul está entre as mais envelhecidas do país, com 17,6% de idosos, e o levantamento identificou 37.814 pessoas com 100 anos ou mais. Santa Catarina aparece historicamente entre os estados com maior expectativa de vida do Brasil.
Viver mais, e viver bem
Se os anos de vida aumentaram, o desafio agora é garantir que esse tempo extra seja vivido com saúde, autonomia e participação social. Alguns pilares são apontados por especialistas em envelhecimento como fundamentais:
- Movimento todos os dias: a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda de 150 a 300 minutos semanais de atividade física moderada também para pessoas idosas, incluindo exercícios de força e de equilíbrio pelo menos três vezes por semana, o que ajuda a prevenir quedas;
- Alimentação equilibrada: priorizar alimentos in natura, frutas, verduras, legumes e boas fontes de proteína, além de manter a hidratação, já que a sensação de sede diminui com a idade;
- Mente ativa: leitura, aprendizado de novas habilidades, jogos e atividades culturais estimulam a memória e a cognição;
- Convívio social: manter contato com família, amigos e grupos de convivência reduz o isolamento, fator associado a pior saúde física e mental;
- Sono de qualidade: dormir bem é essencial para a recuperação do corpo e para o equilíbrio emocional;
- Cuidado preventivo: consultas regulares, controle da pressão arterial, da glicemia e do colesterol, além da caderneta de vacinação em dia, com vacinas como a da gripe e a da covid-19, oferecidas pelo SUS.
Idosos podem até doar sangue
A longevidade com saúde já se reflete em políticas públicas. Desde quarta-feira (30), pessoas com mais de 70 anos que já são doadoras e estão em bom estado de saúde podem continuar doando sangue, segundo novas regras do Ministério da Saúde. A mudança, de acordo com o ministério, acompanha a expectativa de vida e o envelhecimento da população brasileira.
Direitos e proteção
Os direitos das pessoas idosas estão garantidos no Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003), que assegura, entre outros pontos, prioridade no atendimento, acesso à saúde e proteção contra a violência. Casos de violência, abandono ou negligência podem ser denunciados gratuitamente pelo Disque 100, que funciona 24 horas por dia.
Com informações do IBGE e da Agência Gov.
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