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Editorial – A polícia que podemos confiar

Editorial - A polícia que podemos confiar

Éder Luiz

Éder Luiz

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O caso Mariane, somente pelos fatos que se sucederam após o desaparecimento e encontro do corpo, já seria um grande desafio para qualquer policial, mas ganhou proporções bem maiores devido a sombra de outro caso que pairava sobre a polícia.

A frente da investigação desde o começo esteve o delegado Regional Daniel Régis, que chegou à Joaçaba no começo deste ano. Embora Régis não estivesse aqui na época do desparecimento e morte da menina Andressa Holtz, em 2010 no município de Luzerna, o fato daquele assassino não ter sido descoberto até hoje era a grande pedra no sapato da polícia. A cobrança foi inegavelmente maior sobre a polícia, muita gente começou a comparar o caso Andressa com o caso Mariane e houve até mesmo descredito sobre as investigações.

Mas o delegado Régis e a equipe da Divisão de Investigações Criminais de Joaçaba (DIC), formada por policiais experientes, fez com que o caso Mariane fosse diferente desde o começo das investigações.

Assim que o corpo foi encontrado, diferente do que aconteceu no caso Andressa, a postura foi outra. A primeira providência, isolar completamente a cena do crime de curiosos e da imprensa, evitando o que aconteceu no caso de Luzerna, quando qualquer pessoa podia ter acesso ao local onde o corpo foi encontrado. A segunda medida, anunciada pelo delegado durante uma coletiva a imprensa no dia seguinte ao encontro do cadáver de Mariane. “Não vamos transformar este caso em mais um caso Andressa. Vocês não ouvirão e nem lerão este delegado discutindo versões sobre as investigações com quem quer que seja”. Foi solicitado segredo de justiça no inquérito e nada mais se soube sobre as investigações até esta sexta-feira, 15, um dia antes do desaparecimento de Mariane completar dois meses.

A conclusão é que a polícia agiu corretamente. O delegado Régis e sua equipe, que também teve a participação da Polícia Militar, mostraram como se conduz uma investigação e o resultado é um trabalho correto com o desfecho que a sociedade esperava.

Não podemos prever o que vem pela frente, mas pelo menos por estes dias poderemos dormir mais tranquilos, ao saber que o assassino está preso e que podemos confiar no empenho e dedicação de nossa polícia.

Muito Obrigado! Em nome de toda uma comunidade.


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