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Foto: Jeff Dai/ APOD NASA
Astronomia

Espetáculo no céu: Maior chuva de meteoros do ano no Brasil atinge o pico nesta quinta-feira

Chuva de meteoros atinge seu ápice entre quinta (30) e sexta-feira (31). Saiba o melhor horário para observar no Oeste de SC.

Pedro Silva

Pedro Silva

Foto: Jeff Dai/ APOD NASA

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Os apaixonados por astronomia e moradores do Meio-Oeste catarinense têm um grande motivo para olhar para o alto nas próximas madrugadas. A chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, considerada a maior visível a partir do Brasil, atinge o seu momento de máxima atividade entre esta quinta-feira (30) e sexta-feira (31).

Segundo estimativas da Agência Espacial Brasileira (AEB), o fenômeno pode gerar uma média de até 25 “estrelas cadentes” por hora sob condições ideais de observação. A força do evento já deu as caras no início da semana: uma estação de monitoramento no Ceará chegou a registrar 196 meteoros em um curto intervalo.

Como e que horas assistir na nossa região?

Para acompanhar o espetáculo, não é necessário utilizar equipamentos profissionais, como binóculos ou telescópios. A observação é totalmente a olho nu.

O horário mais favorável para iniciar a contemplação é a partir da 1h30 da madrugada. Especialistas recomendam buscar locais afastados das luzes urbanas (as áreas rurais e o interior dos municípios da nossa região são ideais para isso), com campo de visão amplo. O observador deve olhar para a faixa entre o noroeste e o leste, próximo à constelação de Aquário, de onde os meteoros parecem se originar.

Apesar de a Lua cheia estar presente no céu — o que reduz o contraste e pode ofuscar os fragmentos de menor intensidade —, os maiores meteoros continuarão bem visíveis. Para quem deseja fotografar, a orientação é apontar a câmera do celular ou profissional para direções opostas ao brilho lunar, utilizando tempo de exposição longo (cerca de 10 segundos) e sensibilidade ISO elevada.

O que causa o fenômeno?

As “estrelas cadentes” das chuvas de meteoros ocorrem quando a Terra atravessa rastros de poeira e detritos deixados por cometas ou asteroides no espaço. Ao entrarem na nossa atmosfera em altíssima velocidade — variando entre 40 mil km/h e 260 mil km/h —, essas pequenas partículas entram em combustão devido ao atrito, gerando os clarões luminosos.

Quando um fragmento um pouco maior atinge a atmosfera, o brilho gerado pode ser superior ao do planeta Vênus, durando frações de segundo e deixando um belo rastro no céu noturno.


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