Estampas em tecido: alternativa de baixo custo no carnaval da criatividade
Estampas em tecido: alternativa de baixo custo no carnaval da criatividade
Quem visita os barracões das escolas de samba de Joaçaba e Herval d’ Oeste e tem a oportunidade de acompanhar de perto como é o processo de confecção das fantasias e a montagem dos carros alegóricos percebe que o que não falta é criatividade. Seja para criar adereços que remetam ao tema do enredo, como também para em épocas de crise, fazer muito, gastando pouco. O fato é que as agremiações se superam a cada ano.
Mesmo que umas mais e outras um pouco menos, todas acabam reaproveitando algum tipo de material já utilizado que se mistura a novos elementos. As miçangas e as pedras coloridas, que em um ano enfeitaram uma coroa, por exemplo, no ano seguinte vão compor a saia de uma das baianas. As penas e plumas que foram usadas inteiras, ganham um novo corte ou uma dobra no costeiro de uma fantasia que fica tão luxuosa quanto a primeira. Além disso, cada vez mais as escolas utilizam técnicas novas, que permitam gastar menos e ainda assim levar beleza para o desfile. Na Unidos do Herval, por exemplo, a grande aposta foi a utilização de tecidos estampados.
"Algumas estampas já existem prontas, então só adaptamos ao contexto. Outras, eu mesmo crio e levo até a malharia, onde um profissional transforma em arte gráfica e depois passa para o tecido. A qualidade visual é muito boa, tanto que conseguimos criar efeitos, que de longe, parecem em relevo e combinados com outros elementos fazem a diferença na fantasia" explicou o carnavalesco Zezzo Henzze.
A técnica, de acordo com Zezzo tem poupado tempo e dinheiro.
"O tecido mais usado é Oxford que não tem um custo muito elevado. Além disso, se já conseguimos o efeito visual com a estampa, não gastamos fazendo uma pintura ou técnica mais demorada. Também poupamos tempo na confecção das fantasias. Tenho algumas que de longe parecem que tiveram penas aplicadas uma a uma, mas, na verdade é só o desenho no tecido”, comentou.
E tem estampa de tudo. Desenhos que imitam a arte indígena, palha, penas, folhas de árvores, pele de animais e até pedras. De início, olhando apenas os cortes de tecidos, muitos ainda sem acabamento, pode até parecer que não vai resultar em algo bonito. Mas é só prestar atenção para ver como todos se encaixam na composição, alguns até se camuflam em meio aos outros adereços das fantasias e alegorias.
“É o velho ditado: Tirar da cabeça o que do bolso não sai”, finalizou Zezzo Henzze.
Abaixo, outras fotos de fantasias que receberam a técnica.
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