Ex-padre ordenado em Ponte Serrada confessa ter matado esposa de 62 anos
Ex-padre ordenado em Ponte Serrada confessa ter matado esposa de 62 anos
O ex-padre Maximino Vicensi, de 43 anos, que passou pela cerimônia de ordenação em Ponte Serrada há mais de uma década, confessou ter matado a esposa Terezinha Moraes Soave, de 62 anos. A mulher estava desaparecida de Balneário Piçarras, Litoral de Santa Catarina, desde o dia 29 de março. O corpo foi encontrado na semana passada, mas só na noite de terça-feira, dia 5, ela foi reconhecida pela família.
Na tarde de quarta-feira, dia 6, Maximino se apresentou à polícia e confessou o assassinato de Terezinha depois de uma briga. Segundo informou a rádio Aquarela FM, o corpo da mulher foi encontrado às margens da rodovia SC-418, em Pirabeiraba, distrito de Joinville, numa estrada que dá acesso à Serra Dona Francisca, no dia 30 de março. Ela estava nua e tinha sinais de sufocamento no pescoço.
Maximino foi ordenado padre em Ponte Serrada, onde possui muitos familiares, há cerca de 15 anos. Ele chegou a exercer o sacerdócio por um curto período, mas acabou abandonando a batina.
Falso boletim
O marido procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento da vítima, contando que Terezinha sumiu de casa na tarde do dia 29, com duas malas e remédios que tomava para depressão. Ela morava há dois anos em Balneário Piçarras, mas a família é toda do interior de São Paulo e estava desesperada em busca de notícias.
O delegado Wilson Masson começou a investigar o caso. Ele interrogou o marido duas vezes, mas ele sempre negava envolvimento com o crime. Na tarde de quarta-feira, dia 6, após a família ter liberado o corpo no Instituto Médico Legal (IML), o delegado o interrogou novamente e, enfim, Maximino confessou ter matado a mulher.
Motivo
Segundo a versão do marido, há três meses o casal começou a brigar com frequência. Maximino é cabeleireiro na cidade, ex-padre e bastante ligado à religião católica. Terezinha estaria interessada por uma seita espírita, que o marido considerava demoníaca. Desde então, teriam começado a brigar.
No dia 29 de março houve uma discussão grave entre o casal. Ainda segundo o que o homem contou à polícia, a mulher teria tentado agredi-lo, ele teria empurrado a vítima, que na queda acabou sofrendo um ferimento na cabeça com um prendedor de cabelo.
Ele ainda disse que a mulher teria começado a bater e o morder. Maximino relatou ter ficado com raiva e teria sufocado a vítima até a morte. Ele teria deixado o corpo escondido em casa durante toda a noite. Na manhã seguinte, despiu a mulher e a levou de carro até as margens da SC-418.
Arrependimento
Além de registrar um boletim sobre o desaparecimento, o ex-padre espalhou cartazes com a foto de Terezinha pela cidade, afirmando que ela estava desaparecida. Segundo o delegado Wilson Masson, ele se mostrou bastante arrependido e chorou muito durante o depoimento.
Maximino confessou o crime e foi liberado. “Ele se apresentou, contou a história com detalhes. Como tem residência fixa, não tem antecedentes criminais, não vi necessidade de pedir a preventiva,” explicou o delegado. Mesmo em liberdade, responderá pelos crimes de assassinato, ocultação de cadáver e falsa comunicação de crime à polícia.
A Polícia Civil ainda deve realizar uma perícia na casa do casal para confirmar toda a versão do ex-padre. O corpo de Terezinha foi levado pela família para ser enterrado em São Paulo. Maximino era casado com Terezinha há três anos. Ele é dono de um salão de beleza que funciona ao lado da casa do casal, no município de Balneário Piçarras.
Fonte: Portal Oeste Mais
Nos siga no
Google News