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Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução/divulgação
Brasil e Mundo

Guerra traz caos aéreo global e encarece voos em SC

Desde o início do conflito, o risco de sobrevoar a região já provocou o cancelamento de pelo menos 37 mil voos.

Éder Luiz

Éder Luiz

Imagem ilustrativa. Foto: Reprodução/divulgação

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A guerra no Oriente Médio desencadeou a maior crise na aviação desde a pandemia de Covid-19, impactando diretamente os catarinenses que planejam viagens internacionais. Desde o início do conflito, o risco de sobrevoar a região já provocou o cancelamento de pelo menos 37 mil voos e disparou o preço das passagens em todo o mundo.

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Considerada um polo crucial de conexão entre as Américas, Europa, Ásia e Oceania, a região do conflito se tornou uma área a ser evitada. O espaço aéreo local perdeu milhares de rotas regulares, o que obriga os aviões a fazerem desvios longos. Na última semana, a queda de um míssil em um aeroporto desativado na Síria ilustrou o perigo real enfrentado pelas aeronaves civis.

As mudanças de rota e cancelamentos afetam centenas de milhares de passageiros, transformando aeroportos em cenários de incerteza. A passageira Dea, por exemplo, está retida em Doha, no Catar, desde o final de fevereiro. Ela relata que as companhias aéreas chegam a remarcar as viagens, mas cancelam em seguida, sem oferecer previsões concretas de embarque aos clientes.

Alta dos combustíveis atinge o consumidor

Além dos transtornos logísticos, a crise militar atinge em cheio a economia do setor aéreo. A necessidade de contornar a zona de conflito exige um consumo significativamente maior de combustível pelas aeronaves. Como resultado, as tarifas cobradas dos viajantes já ficaram mais caras, e o impacto financeiro alcança rotas globais procuradas por turistas e empresários de Santa Catarina.

O fator central para esse encarecimento é o aumento do preço do petróleo, impulsionado pela guerra. Desde o começo das hostilidades, o valor do querosene de aviação saltou mais de 50%. A instabilidade também assustou o mercado financeiro, provocando a queda das ações das principais companhias aéreas nas bolsas de valores ao redor do planeta.

O repasse desses valores para o bolso dos passageiros é inevitável, de acordo com o professor de aviação Michael McCormick, da Universidade Aeronáutica de Embry Riddle. O especialista pontua que a alta do barril gera um custo de operação que é imediatamente transferido para as empresas. Enquanto mísseis cruzarem os céus do Oriente Médio, a extensão total dos prejuízos para a indústria seguirá incalculável.


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