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Judiciário quer que farmácias voltem a atender em plantões durante a madrugada

Judiciário quer que farmácias voltem a atender em plantões durante a madrugada

Éder Luiz

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O Poder Judiciário irá interferir para que as farmácias de Joaçaba, Herval d’Oeste e Luzerna voltem a atender em plantões durante a madrugada.

O juiz Fabrício Rossetti Gast, da comarca de Joaçaba, disse que o Poder Judiciário deseja a parceria do Poder Legislativo do município no sentido de retomar a conversa com os proprietários de farmácias para que os plantões, após a meia noite, voltem a ocorrer. “Pretendemos resolver isso de forma extrajudicial, através de reuniões, conversas entre o setor e a comunidade. Em isso não ocorrendo, deverá haver uma manifestação judicial neste sentido”, afirmou.

Gast, junto com os juízes Marcio Umberto Bragaglia (Diretor do Foro) e Alexandre Dittrich Buhr, participou da Tribuna Popular na nova sede do Poder Legislativo de Joaçaba, na última quarta-feira (5).

As farmácias das três cidades deixaram de atender durante a madrugada desde o dia 10 de abril deste ano. Até então, os estabelecimentos funcionavam em sistema de plantão das 20 às 7h. Hoje esse atendimento vai até a meia noite.

Na época, os empresários do ramo alegaram que a medida foi motivada pela demanda reduzida de pacientes em busca de remédios no período da madrugada. A procura teria caído ainda mais depois que o Hospital Universitário Santa Teresinha passou a priorizar os casos de urgência e emergência nas madrugadas, deixando os casos menos graves para os postos de saúde.

A farmacêutica Cibele Coppy, da Farmácia Drogabel, de Joaçaba, diz que os empresários do setor estão abertos para rediscutir o atendimento dos estabelecimentos durante a madrugada, mas que não é vantajoso comercialmente. Segundo ela, ficar aberto até a meia noite já traz prejuízos para as farmácias.

Cibele ressalta que hoje as farmácias não podem indicar mais nem antibiótico sem receita médica e isso teria impactado nas vendas. Outro fator foi o funcionamento do Pronto Atendimento Ambulatorial de Saúde de Joaçaba, até às 23h30. Segundo a farmacêutica, depois do início do atendimento da unidade durante à noite, desde o dia 11 de março deste ano, as vendas nas farmácia caíram drasticamente. Isso porque os pacientes já recebem o medicamento na unidade. O mesmo ocorre com a Unidade de Pronto Atendimento 24h (UPA), de Herval d’Oeste, onde as pessoas já saem medicadas e dificilmente procuram uma farmácia.

Segundo os empresários, o custo por noite, em média, quando o plantão ocorria em toda a madrugada, seria de R$ 500, mas as vendas seriam de apenas R$ 20 ou R$ 30 por plantão. Além de gastos com energia e funcionários, as farmácias são obrigadas a manter um farmacêutico. De acordo com Cibele, nos plantões os produtos que são vendidos são preservativos ou pílula do dia seguinte.

O funcionamento das farmácias durante a madrugada já foi discutido entre empresários do setor e o Ministério Público Estadual. Segundo a farmacêutica Cibele Coppy, o MP teria se posicionado de que não é possível obrigar as farmácias a se manterem abertas durante a madrugada porque são estabelecimentos privados. A solução seria obrigar o município a manter o Pronto Atendimento Ambulatorial, onde há farmácia com medicamentos gratuitos, funcionando durante 24h.

O presidente do Sindicato das Farmácias de Joaçaba, Herval d’Oeste e Luzerna, Sérgio de Giacometti, encontra-se em viagem e não foi localizado para comentar a proposta do Judiciário.

As farmácias atendem de segunda a sexta-feira às 21 horas. Depois desse horário uma delas, em forma de rodízio, entra no plantão até às 24h. Aos sábados, domingos e feriados, os estabelecimentos estão livres para atender até às 20h. O plantão nas madrugadas funcionava em Joaçaba há mais de 5 anos.

Texto: Nei Pereira


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