Juros do cartão disparam e punem famílias catarinenses
Os juros cartão dispararam para 435,9% ao ano. Descubra como isso afeta o seu orçamento e o consumo em Santa Catarina.
As famílias de Santa Catarina que dependem do cartão de crédito enfrentam um cenário de alerta financeiro. Em fevereiro, a taxa de juros do rotativo cobrada pelos bancos disparou para 435,9% ao ano, impulsionando o encarecimento geral dos empréstimos. Os dados, divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central, refletem a política nacional de juros altos mantida para tentar frear o consumo e conter a inflação.
O crédito rotativo é a linha mais cara do mercado, acionada automaticamente quando o consumidor paga apenas uma parte da fatura. Apenas nesta modalidade, o custo subiu mais de 11 pontos em um único mês. Mesmo com a lei em vigor desde janeiro que limita essas cobranças, o peso da dívida contratada continua estrangulando o orçamento.
A conta também ficou mais alta para quem tenta se reorganizar e opta por parcelar o saldo devedor do cartão. Os juros dessa modalidade de parcelamento subiram e agora ultrapassam a marca de 200% ao ano. Puxada pelo cartão de crédito, a taxa média geral cobrada das pessoas físicas nos empréstimos do dia a dia chegou a 62% anuais.
O encarecimento do crédito reflete de forma direta na dificuldade do catarinense em manter os boletos em dia. A taxa de calote — atrasos de pagamento superiores a três meses — subiu para 5,2% entre os consumidores pessoa física. Hoje, as dívidas já comprometem praticamente metade de toda a renda acumulada pelas famílias ao longo de um ano.
Enquanto os cidadãos comuns sentem o aperto financeiro, o cenário para o setor produtivo apresentou estabilidade. O custo médio dos empréstimos para as empresas teve um recuo muito sutil no mês, ficando em 24,9% ao ano, impulsionado por condições ligeiramente melhores na tomada de crédito para capital de giro de curto prazo.
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