Lua Azul e microlua poderão ser observadas neste fim de semana; entenda
Fenômeno raro reúne dois eventos astronômicos ao mesmo tempo durante a noite de sábado e a madrugada de domingo
Os apaixonados por astronomia terão a oportunidade de acompanhar um fenômeno pouco comum neste fim de semana. Entre a noite de sábado (30) e a madrugada de domingo (31), a Lua Cheia surgirá no céu reunindo duas características especiais ao mesmo tempo: será uma Lua Azul e também uma microlua. Além disso, o satélite natural da Terra aparecerá próximo de Antares, uma das estrelas mais brilhantes visíveis no céu noturno.
Apesar do nome, a chamada Lua Azul não apresenta coloração azul. A expressão é utilizada para identificar a segunda Lua Cheia registrada dentro de um mesmo mês do calendário. Trata-se de uma ocorrência relativamente rara, que costuma acontecer em intervalos de dois a três anos.
A origem da nomenclatura passou por mudanças ao longo do tempo. Inicialmente, o termo era utilizado para designar a terceira Lua Cheia em uma estação do ano que possuísse quatro luas cheias. Com o passar das décadas, uma nova interpretação ganhou popularidade e passou a associar o fenômeno à segunda Lua Cheia de um mesmo mês, definição que permanece amplamente utilizada até hoje.
Embora normalmente não apresente alteração de cor, existem situações excepcionais em que a Lua pode adquirir tonalidades azuladas. Isso pode ocorrer após grandes incêndios florestais ou erupções vulcânicas, quando partículas presentes na atmosfera modificam a forma como a luz é dispersada.
Além da Lua Azul, o fenômeno deste fim de semana também será marcado pela ocorrência de uma microlua. O evento acontece quando a Lua Cheia coincide com o ponto mais distante de sua órbita em relação à Terra, conhecido como apogeu.
Segundo especialistas, esta será a Lua Cheia mais distante de 2026, localizada a aproximadamente 406 mil quilômetros do planeta. Por estar mais afastada, ela parecerá ligeiramente menor e menos brilhante em comparação com uma superlua, fenômeno oposto que ocorre quando o satélite está mais próximo da Terra.
Mesmo assim, a diferença visual será bastante discreta para a maioria das pessoas. A Lua poderá parecer até 14% menor e cerca de 25% menos luminosa do que uma superlua, mas a percepção dessas mudanças costuma ser difícil sem instrumentos específicos ou comparações diretas.
Outro destaque da noite será a proximidade aparente entre a Lua e Antares, estrela conhecida por sua coloração avermelhada e por ser o principal astro da constelação de Escorpião. A combinação dos fenômenos promete tornar a observação ainda mais interessante.
Para quem deseja acompanhar o espetáculo, a recomendação é observar o céu logo após o pôr do sol de sábado. Como ocorre em todas as fases de Lua Cheia, ela nascerá no horizonte leste no momento em que o Sol se põe e permanecerá visível durante toda a noite, oferecendo uma excelente oportunidade para admirar um dos eventos astronômicos mais curiosos do ano.
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