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© Tânia Rêgo/Agência Brasil
Segurança

Mais de 830 mil celulares foram roubados ou furtados no Brasil em 2025, aponta relatório

Relatório aponta mais de 830 mil celulares roubados ou furtados no Brasil em 2025. Veja os dados de segurança e dicas de proteção.

Pedro Silva

Pedro Silva

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O Brasil registrou 830.890 ocorrências de roubo ou furto de aparelhos celulares ao longo de 2025. O número representa uma queda geral de 9% em relação ao ano anterior (quando houve 909.753 registros), mas os detalhes dos dados exigem atenção da população: enquanto os roubos caíram, os furtos registraram aumento.

De acordo com o 20° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, os roubos recuaram 18,6% (passando de 377.787 para 308.723). Em contrapartida, os furtos cresceram 0,9% (de 477.326 para 483.561).

Na maioria das vezes, o furto acontece sem que a vítima perceba de forma imediata, principalmente em locais movimentados e no transporte público. Atualmente, esta modalidade mais silenciosa já responde por 61% das ocorrências, representando uma média preocupante de aproximadamente 1.325 registros por dia no país em 2025.

O impacto financeiro e o perigo do roubo de dados

Sendo o principal meio de comunicação e gestão financeira dos brasileiros, a perda de um smartphone gera um forte impacto no orçamento da vítima. O prejuízo afeta especialmente aqueles que dependem do telefone para receber pedidos, atender clientes ou acessar plataformas de trabalho, comprometendo a renda por dias ou semanas.

Além do valor do equipamento, o maior foco dos criminosos tem sido o conteúdo digital. Aplicativos bancários, carteiras digitais e dados pessoais armazenados nos aparelhos são utilizados para transferências indevidas, contratação de empréstimos e aplicação de golpes nos contatos da vítima.

Uma pesquisa realizada em março de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Datafolha revelou que o medo é constante:

  • 78,8% da população teme ter o celular roubado ou furtado.
  • 83,2% relata receio de sofrer golpes pela internet ou telefone.

Cuidados e proteção

Especialistas em segurança e finanças apontam que a resposta a esse cenário exige ações rápidas: bloquear imediatamente o aparelho, a linha telefônica e as contas bancárias em caso de perda.

No mercado, o aumento dessas ocorrências impulsionou a procura por medidas preventivas, como o seguro de celular e o chamado “seguro Pix”. Sidemar Sprincigo, presidente da Comissão de Seguros Gerais Afinidades da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), ressalta a necessidade de proteção.

“Quando o celular é levado, o prejuízo pode ir muito além do valor do equipamento. O seguro para celular e o seguro contra golpes bancários oferecem camadas complementares de proteção contra perdas de equipamentos e uso fraudulento de aplicativos”, explica Sprincigo.

Fonte: Agência Brasil


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