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Brasil
Por ordem de Fachin, Mendonça retira sigilo de processo sobre rede de pagamentos de Daniel Vorcaro
Atendendo a determinação de Edson Fachin, André Mendonça retirou o sigilo sobre a rede de pagamentos do caso Banco Master.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou na tarde desta segunda-feira (14) o levantamento do segredo de Justiça sobre o processo que detalha a rede de pagamentos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo controlador do Banco Master. A decisão atende a uma determinação direta do presidente do STF, ministro Edson Fachin, respaldada por parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
A medida foi tomada às vésperas da sessão extraordinária marcada para esta terça-feira (15), na qual o Plenário da Corte decidirá sobre a abertura ou não de uma investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes.
Disputa de bastidores e 54 investigações abertas
A abertura dos arquivos referentes aos pagamentos de Vorcaro havia sido solicitada emergencialmente por Alexandre de Moraes. O magistrado alegou a Fachin ser indispensável que todos os ministros conheçam o teor integral do processo de pagamentos antes de votarem na sessão do Plenário. Com este novo ato, o STF já derrubou o sigilo sobre 54 linhas de investigação derivadas da Operação Compliance Zero, que apura crimes de corrupção e fraudes financeiras bilionárias.
O julgamento desta terça-feira terá como foco o relatório da Polícia Federal (PF) que recuperou 52 mensagens trocadas entre Vorcaro e o ministro Moraes entre os anos de 2023 e novembro de 2025. O documento traz indícios de proximidade entre ambos, menção a um contrato de R$ 131 milhões com o escritório de advocacia da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e questionamentos de Vorcaro sobre operações policiais.
A PGR atua pedindo o anulação e arquivamento do relatório da PF, sustentando que houve irregularidades em sua confecção, sem comunicação prévia à Presidência do STF.
Reação de Moraes e contra-ataque institucional
Em reação à divulgação das mensagens, Moraes apresentou um relatório sem valor probatório para acusar André Mendonça de direcionar as apurações do caso Master por motivações políticas. Moraes pediu formalmente a Fachin a abertura de um inquérito contra o relator por abuso de autoridade e improbidade administrativa — julgamento este pautado pelo presidente da Corte para o dia 23 de setembro.
O acirramento dos ânimos e a troca de acusações entre os gabinetes colocam o STF no centro de uma das maiores crises institucionais dos últimos anos.
Fonte: Agência Brasil
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