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Médico que pode ter cometido série de abusos sexuais está preso no Oeste

Médico que pode ter cometido série de abusos sexuais está preso no Oeste

Éder Luiz

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Por Ernoy Mattiello – Xanxerê 

O médico acusado de molestar pacientes em Xanxerê foi transferido na manhã de terça-feira para a Unidade Prisional de São José do Cedro, no Extremo Oeste do Estado. O médico de 45 anos era mantido no presídio de Xanxerê desde que um mandado de prisão foi cumprido no fim de semana. A medida que é preventiva foi tomada depois que o profissional da saúde investigado por suposto crime de abuso sexual contra pacientes teria descumprido uma determinação judicial viajando sem autorização.

De acordo com o Ministério Público (MP), a decisão de transferência teria partido da direção do presídio, já que o acusado chegou a trabalhar na unidade de Xanxerê.

O caso chegou a justiça ainda em 2012, quando a primeira vítima procurou uma delegacia relatando práticas de abuso sofridas pelo profissional. O delegado responsável pelo caso encaminhou o inquérito ao MP sugerindo o arquivamento por falta de provas. Mas durante a tramitação do processo, novas denúncias surgiram contra o médico. O caso que corre em segredo de justiça veio à tona depois que outras quatro mulheres também procuraram a Justiça. Uma das vítimas na época tinha 17 anos.

Uma das 5 vítimas do médico, que além de manter um consultório também chegou a atuar como na saúde pública em Xanxerê, disse que teria procurado atendimento para tratar uma infecção urinária e estranhou o atendimento feito a portas chaveadas pelo profissional.

No Ministério Público não há dúvidas da autoria do crime. O médico é acusado de posse sexual, em que o acusado usa da hierarquia para cometer abusos. Casos como este, são considerados raros no país. Se condenado o acusado pode pegar até 18 anos de prisão. E o principal desejo das vítimas é ver o profissional da medicina condenado.

Prisão

O médico estava proibido de exercer a medicina em entidades públicas e tinha a obrigação de se recolher em seu domicílio no período noturno e nos finais de semana. Mas foi flagrado em um shopping de Chapecó e inclusive postou fotos no Facebook de uma festa num final de semana com um grupo de amigos. O Ministério Público requereu, diante do descumprimento, a prisão preventiva, que foi negada pelo Juízo da Comarca. O Ministério Público recorreu ao Tribunal de Justiça, que aceitou os argumentos e decretou a prisão do médico na tarde da última sexta-feira.


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