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(Foto: Redes sociais e PCPR, Divulgação)
Operações Policiais

Mensagens no celular: Adolescente denuncia a própria mãe para impedir suposto assassinato de servidora no Paraná

No Paraná, um jovem de 16 anos descobriu no celular da mãe um plano de R$ 3 mil para assassinar a funcionária de uma...

Pedro Silva

Pedro Silva

(Foto: Redes sociais e PCPR, Divulgação)

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Um ato de coragem de um adolescente de 16 anos evitou uma tragédia no município de Abatiá, no Norte do Paraná. O jovem ajudou a revelar um suposto plano de homicídio após encontrar mensagens comprometedoras no celular da própria mãe. O alvo era uma funcionária de uma Casa Lar (instituição de acolhimento de crianças e adolescentes).

A mulher, de 41 anos, foi presa preventivamente pela Polícia Civil na última sexta-feira (10). A servidora ameaçada não foi ferida e está em segurança. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados para preservar a identidade do jovem e da vítima.

A descoberta do plano e o valor do crime

A investigação aponta que o jovem continuava visitando os pais mesmo após os três filhos do casal serem retirados da família e encaminhados para a Casa Lar. Durante uma dessas visitas, ele ouviu rumores de que a mãe estaria planejando o assassinato da funcionária.

Desconfiado, o adolescente verificou o celular da mãe e encontrou conversas dela com um intermediário. Diante da gravidade, ele procurou a possível vítima e, juntos, acionaram a Polícia Civil.

Na troca de mensagens, a mulher detalhava onde a funcionária costumava estacionar o carro e negociava o pagamento de R$ 3 mil pelo crime. “Vamos deixar para o dia sete, é o dia em que eu recebo”, escreveu ela. Em outro trecho, a suspeita afirmou que queria “apagar uma infeliz do mapa”.

Motivação e rumos da investigação

De acordo com o delegado Luís Guilherme Almeida Cerqueira, a motivação do crime seria vingança. A mulher perdeu a guarda das crianças após denúncias de possíveis maus-tratos, falta de alimentação adequada e ausência escolar. Inconformada, ela passou a culpar a funcionária da instituição pela situação: “Ela tomou meus filhos e fez a cabeça do promotor”, justificou a mãe nas mensagens.

O intermediário que conversava com a suspeita colaborou com a polícia e entregou as capturas de tela, alegando que estava apenas “dando corda” para ver se ela realmente pagaria pelo serviço. Ele não foi preso, mas o marido da suspeita segue sendo investigado por possível participação no planejamento.

O inquérito está em fase final e será encaminhado ao Ministério Público do Paraná. A mulher deve responder por tentativa de homicídio qualificado por promessa de recompensa e motivo torpe.

Com informações de NSC


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